O diretor de elenco de ‘O agente secreto’, Gabriel Domingues, pode conquistar no próximo domingo (15) o Oscar de melhor seleção de elenco, categoria que estreia na principal premiação do cinema mundial.
A trajetória de Domingues, carioca de 36 anos, na indústria cinematográfica começou quase por acaso. Formado em Comunicação Social e aperfeiçoado na Escola de Cinema Darcy Ribeiro, ele estava em São Paulo para pesquisar e escrever o roteiro do filme ‘Corpo elétrico’ (2017) quando recebeu um convite que mudaria sua vida.
Ao aceitar o trabalho de assistente de seleção de elenco de ‘Aquarius’ (2016), Domingues se abriu para a paixão de conhecer novas pessoas e estabeleceu uma parceria com o cineasta Kleber Mendonça Filho, que o lembrou na hora de escalar ‘O agente secreto’. ‘Ali, eu vi que tinha uma forma muito interessante de pensar o trabalho de escalação de elenco dentro de um longa-metragem’, afirmou Domingues.
Ele destacou que o trabalho de seleção de elenco é uma forma viva e livre de interesse pelas pessoas, contribuindo para criar uma história vibrante. Apesar de sua nova função, Domingues não se afastou do amor pelo roteiro, sendo um dos responsáveis pelo roteiro de ‘Baby’ (2024) e ‘Yellow Cake’, com estreia prevista para 2026.
O trabalho de Domingues em ‘O agente secreto’ é considerado fundamental para o sucesso do filme, que também recebeu outras indicações ao Oscar. Ele gerenciou uma convocatória que recebeu mais de 2 mil inscrições e realizou uma busca ativa por atores ideais para cada papel. ‘Isso me mobiliza muito’, disse ele sobre sua conexão com a cena cultural brasileira.
A descentralização geográfica do elenco é notável, com atores de diversos estados, como Pernambuco, Rio Grande do Norte, Alagoas, Ceará, Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Muitos membros do elenco têm experiência em projetos anteriores de Domingues, como a série ‘Cangaço novo’.
Domingues também expressou sua gratidão ao falar da estreante Laura Lufési, que interpreta uma personagem central na trama. Ele se emocionou ao relatar como Lufési, após um teste em vídeo, conseguiu seu primeiro trabalho no cinema. ‘Foi uma leitura super emocionante assim. E ela nunca tinha feito nada e a gente aprovou ela pro papel’, contou.


