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Advogado com nanismo é desclassificado de concurso para delegado e denuncia discriminação

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O advogado goiano Matheus Menezes, de 25 anos, foi desclassificado no Teste de Aptidão Física (TAF) em um concurso para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais. Ele afirma que a profissão sempre foi seu sonho e que não desistirá por conta de sua deficiência.

Matheus alega ter sido vítima de discriminação, pois seu pedido de adaptação no teste biofísico não foi atendido. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou que o Edital de Convocação para os Exames Biofísicos, publicado em 09/01/2026, deixou claro que não haveria adaptações às condições individuais dos candidatos, conforme o item 1.19 do edital.

A Polícia Civil de Minas Gerais informou que Matheus foi aprovado nas provas objetiva, discursiva, oral e nos exames biomédicos, mas foi considerado inapto na etapa dos exames biofísicos.

“Ser delegado é o maior sonho da minha vida. Não vai ser o meu tamanho que vai impedir isso”, declarou Matheus, que também encorajou outras pessoas a seguirem seus sonhos após o caso ganhar repercussão.

Ele denunciou que um dos testes do TAF exigia salto mínimo de 1,65 metro na prova de impulsão horizontal, o que considera incompatível com sua condição física. “Eu decidi fazer essa denúncia para dar voz aos nossos direitos, que foram desrespeitados. Não foi só comigo, foram vários candidatos PCDs”, afirmou.

Matheus ressaltou que a banca poderia ter feito mudanças simples para permitir que ele realizasse o teste de forma compatível com sua condição. Como não atingiu a marca mínima exigida no salto, ele não pôde concluir as outras provas do TAF.

A Fundação Getulio Vargas reiterou que, em conformidade com a opção da Polícia Civil de Minas Gerais, o edital previu que os exames biofísicos seriam realizados nas mesmas condições para todos os candidatos, sem adaptações.

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