Priscila Beatriz Teixeira, de 38 anos, foi morta a facadas na noite de 23 de fevereiro em Campos Altos, Minas Gerais, após recusar um beijo de Matheus Vinícius de Souza, de 18 anos. O crime ocorreu na frente do filho de Priscila, de 8 anos, segundo informações da Polícia Civil.
O inquérito policial, concluído e divulgado na terça-feira (10), indiciou Matheus por feminicídio e importunação sexual. A pena para o feminicídio pode variar de 12 a 30 anos de prisão, com aumento de um terço quando o crime é cometido na presença de familiares. A importunação sexual, que envolve atos libidinosos sem consentimento, tem pena de 1 a 5 anos de reclusão.
“De acordo com a investigação, o suspeito foi à casa da vítima e, após uma conversa, tentou beijá-la. Contudo, ela se esquivou e negou o beijo, sendo o motivo para que ele a matasse. Ou seja, o fato dela negar o beijo o fez se sentir rejeitado”, afirmou o delegado Jeferson Leal.
Segundo a Polícia Civil, a morte de Priscila foi planejada. O delegado Jeferson Leal destacou que Matheus foi ao local portando um canivete, o que demonstra premeditação. “Há suspeitas que tenha sido premeditado porque ele foi ao local já portando o canivete”, disse o delegado.
Priscila fez uma postagem em uma rede social na manhã do dia do crime, pedindo proteção contra o mal. “Deus, abra o que for porta, fecha o que for armadilha”, dizia parte da mensagem. Um dos irmãos de Priscila, que preferiu não se identificar, compartilhou a mensagem e afirmou que ela sempre foi bondosa e não via maldade nas pessoas.
Priscila era cozinheira em um projeto municipal e deixou três filhos, de 5, 8 e 13 anos. O filho do meio presenciou o crime e pediu socorro a um vizinho. Ela foi levada ao Hospital Municipal de Campos Altos, mas não resistiu aos ferimentos.
Matheus Vinícius de Souza foi preso no Presídio Regional de Araxá. Durante a fuga, ele pulou muros de várias casas e foi reconhecido por testemunhas. A Polícia Militar recebeu informações sobre ele tentando contratar um táxi para deixar a cidade. Ele confessou o crime e reconheceu o canivete encontrado na casa de Priscila como a arma utilizada.

