A família de Orlando Ferreira, de 57 anos, lamentou a morte do trabalhador ocorrida na segunda-feira (9) após um ônibus tombar na rodovia vicinal MBP-032, que liga a SPV-020 a Marabá Paulista, em São Paulo.
Mônica Simoa, sobrinha de Orlando, descreveu o tio como uma pessoa simpática e religiosa, afirmando que sua ausência será sentida por todos.
““Foi uma grande perda para nós todos. Ele era um homem de riso fácil, gostava das coisas sempre certas, era um servo de Deus sem igual. Estamos sem chão, sentiremos falta demais”,”
disse Mônica.
Orlando trabalhava como operador de máquinas na lavoura de cana-de-açúcar e amava o que fazia.
““Fazia o que amava e fazia com excelência.””
O corpo de Orlando foi velado e sepultado na tarde de terça-feira (10) na localidade onde residia com a família.
O acidente deixou outras 15 pessoas feridas, sendo três em estado grave. O ônibus transportava trabalhadores rurais de Teodoro Sampaio e tombou por volta das 19h20. Segundo a Polícia Militar, o motorista perdeu o controle do veículo, mas não há informações detalhadas sobre a dinâmica do acidente.
Uma das vítimas ficou presa às ferragens e morreu no local. A Perícia Técnico-Científica foi acionada para a retirada do corpo. De acordo com o boletim de ocorrência, 16 pessoas ficaram feridas, 12 com ferimentos leves e três em estado grave, além da vítima fatal. Seis feridos foram levados para hospitais em Presidente Venceslau, Mirante do Paranapanema e Presidente Prudente.
Entre os feridos, um homem de 22 anos precisou passar por cirurgia, outro de 37 anos sofreu ferimentos no braço esquerdo e uma terceira vítima, de 26 anos, teve fratura na perna. O caso foi registrado como homicídio culposo e lesão corporal culposa na Delegacia Seccional da Polícia Civil de Presidente Venceslau.
A empresa ACP Bioenergia, responsável pelo transporte, lamentou o acidente em nota e informou que chovia muito no momento do ocorrido, o que teria prejudicado a visibilidade do motorista. Segundo a empresa, ao fazer uma curva, o motorista perdeu o controle e o veículo tombou devido a uma valeta de escoamento de água. Registros internos indicam que o ônibus estava a 63 km/h no momento do acidente.
A ACP Bioenergia afirmou que está prestando suporte aos colaboradores envolvidos e à família de Orlando. Dois funcionários permanecem internados, com quadro clínico estável, enquanto os outros passageiros foram atendidos e liberados na mesma noite do acidente.


