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Guerra no Oriente Médio molda produtor rural no Brasil, afirma CEO da Bayer

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O CEO da Bayer Brasil, Márcio Santos, afirmou que a escalada da guerra no Oriente Médio e a volatilidade do ambiente de negócios moldaram um produtor rural mais resiliente no Brasil. Ele comentou sobre os efeitos de conflitos internacionais no agronegócio.

Santos destacou que episódios imprevisíveis aumentam a complexidade do setor, que já enfrenta oscilações de preços, câmbio e custos de insumos. Ele afirmou:

““Eu acredito que a guerra tem uma série de aspectos. Toda situação muito imprevista, muito incalculável, adiciona complexidade. O agricultor brasileiro já entende o que é operar num ambiente de complexidade, porque o nosso ambiente é complexo, ele é incerto, ele é volátil.””

O CEO ressaltou que a experiência do setor em lidar com oscilações frequentes resultou em um perfil resiliente entre os produtores.

““O produtor brasileiro aprendeu a trabalhar num ambiente de volatilidade, de incerteza. Essa é a natureza do agricultor brasileiro. A gente criou com isso um agricultor muito resiliente.””

Apesar das dificuldades, a Bayer manteve seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D), direcionando 2 milhões de euros em 2025 para esses segmentos. Santos afirmou que a estratégia da empresa no Brasil é baseada no avanço tecnológico para apoiar os produtores rurais.

““A nossa aposta é na tecnologia e na inovação, que transformou o agro brasileiro.””

De acordo com o balanço financeiro de 2025, a divisão agrícola da Bayer registrou 21,6 bilhões de euros em vendas globais, com crescimento de 1,1% em relação a 2024. A empresa está implementando um programa de melhoria de rentabilidade, que inclui a retirada de 200 produtos do mercado, mas sem comprometer os investimentos em pesquisa.

A Bayer planeja lançar novas tecnologias agrícolas com potencial de vendas acima de 500 milhões de euros nos próximos anos e projeta um crescimento entre 1% e 4% nas vendas da divisão agrícola para 2026.

Embora não tenha revelado números específicos para o Brasil, Santos destacou a relevância do país para a empresa.

““Nós temos o Brasil como um país extremamente relevante. O Brasil construiu um ambiente de negócio que permite investimento.””

Ele também mencionou que a Bayer mantém relacionamento direto com cerca de 25 mil produtores no Brasil e alcança mais de 200 mil de forma indireta por meio de parceiros comerciais.

““O nosso papel é ajudar o produtor a produzir mais, melhor e de maneira mais eficiente.””

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