Uma mulher foi picada por uma cobra jararaca na tarde de terça-feira, 10 de março de 2026, enquanto colhia abóboras em um sítio em Dirce Reis, interior de São Paulo.
Após o incidente, a mulher foi socorrida e levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Jales, município vizinho, onde recebeu soro antiofídico e medicação para dor. Até a última atualização, a paciente estava internada e seu estado de saúde era considerado estável.
A jararaca é uma das cobras mais agressivas e venenosas, conforme explica o doutor em zoologia Thiago Maia Davanso. A cobra, do gênero Bothrops, possui uma toxina forte que pode necrosar a pele e afetar o sistema nervoso.
De acordo com um levantamento do Instituto Butantan, o Brasil registra cerca de 30 mil acidentes anuais provocados por serpentes, com as picadas de jararaca representando quase 70% dos casos. O biólogo ressalta que as jararacas costumam adentrar áreas urbanas em busca de alimento devido à degradação de seu habitat natural, embora ataques a humanos sejam raros.
A jararaca pode atingir até 1,5 metros de comprimento, sendo a fêmea geralmente maior que o macho. Em caso de picada, é fundamental identificar a cobra para fornecer informações precisas ao socorro médico.
O especialista orienta que, no local da picada, deve-se lavar apenas com água e sabão. Os principais sintomas incluem dor e inchaço, além de possíveis manchas arroxeadas e sangramento no ferimento. Complicações podem levar a infecções, necrose na área afetada e insuficiência renal aguda.

