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Guerra no Oriente Médio pressiona empresas brasileiras a rever custos com diesel

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A escalada da guerra no Oriente Médio já afeta empresas de transporte coletivo e de cargas no Brasil. As companhias enfrentam aumento e volatilidade no preço do petróleo, o que pode elevar custos logísticos e impactar diretamente o preço do diesel no país.

Em reportagem do Bom Dia Brasil, empresários do setor relataram que a instabilidade no mercado internacional pode forçar as empresas a rever contratos e reorganizar suas estruturas de custos. A West Cargo, transportadora de cargas de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, iniciou o recalculo dos gastos com combustível. A empresa atende companhias aéreas, agentes de carga, importadores e exportadores.

““O que mais nos preocupa nesse primeiro momento é a instabilidade e a volatilidade do preço do petróleo, que é o principal insumo dentro dos custos de uma transportadora”, afirmou Luigi Rosolen, diretor da empresa.”

Rosolen também destacou que o cenário pode exigir mudanças na operação das companhias. “A gente sabe que a vai precisar fazer algum tipo de reestruturação de custos dentro da logística”, acrescentou.

O diesel representa cerca de 35% do custo do frete das transportadoras. Apesar de não haver reajuste oficial da Petrobras, empresários afirmam que o combustível já teve aumento em diversas cidades. A preocupação se estende às empresas de transporte coletivo no Rio de Janeiro, que relatam impactos significativos nas contas devido ao aumento recente do combustível.

““Para você ter uma ideia, somente na última semana o custo do óleo diesel subiu em média 15 centavos por litro, o que nos gera um impacto de R$ 2 milhões de reais no final do mês”, afirmou Paulo Valente, diretor do Rio Ônibus.”

Além do aumento de preço, as empresas também estão preocupadas com o risco de falta do combustível. Juliana Inhasz, professora de economia do Insper, comentou que as pressões sobre a matéria-prima podem já estar sendo refletidas no produto final.

Diante desse cenário, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) solicitou ao Ministério de Minas e Energia o aumento da mistura de biodiesel no diesel, atualmente em 15%, para 17%. Segundo Bruno Lucchi, diretor técnico do CNA, o cenário favorece o aumento da mistura, o que deve resultar em alteração no preço. A entidade também pediu ao Ministério da Fazenda e ao Conselho Nacional de Política Fazendária uma redução temporária de tributos federais e estaduais sobre o combustível.

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