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Economia

Cosan afirma que recuperação extrajudicial da Raízen não impacta suas operações

Amanda Rocha
Última atualização: 11 de março de 2026 10:40
Amanda Rocha
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Tempo: 2 min.
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A Cosan anunciou, em fato relevante enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que o pedido de recuperação extrajudicial do Grupo Raízen é restrito a obrigações financeiras específicas e não impacta diretamente suas operações ou a situação financeira da holding e de suas controladas.

De acordo com o comunicado, a recuperação extrajudicial se limita a obrigações específicas das empresas envolvidas no processo. A Cosan afirmou que a medida “não envolve, afeta ou gera qualquer repercussão sobre as obrigações, operações, estrutura de capital ou posição financeira da Cosan e de suas controladas”.

As atividades, compromissos e relações comerciais do Grupo Cosan permanecem inalterados e continuarão sendo conduzidos normalmente. A Raízen, joint venture criada em 2011 entre a Cosan e a petroleira britânica Shell, uniu ativos de produção de açúcar e etanol da Cosan com a rede de distribuição de combustíveis da Shell no Brasil.

Atualmente, Cosan e Shell detêm, cada uma, 44% das ações com direito a voto da Raízen, enquanto os 12% restantes estão em circulação no mercado, negociados por investidores e acionistas minoritários. Recentemente, discussões entre as controladoras abordaram uma possível capitalização da joint venture.

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A Shell manifestou disposição para aportar R$ 3,5 bilhões, condicionando a operação à participação equivalente da Cosan. Contudo, a empresa brasileira não acompanhou a proposta nos mesmos termos. Em conferência com analistas, o diretor-executivo da Cosan, Marcelo Martins, afirmou que uma solução para a situação da Raízen deve ocorrer em breve, e que a alternativa em estudo vai além de um aporte de capital, considerado insuficiente para resolver a questão.

TAGGED:CosanCVMMarcelo MartinsNegóciosRaízenShell
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