A Cosan anunciou, em fato relevante enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que o pedido de recuperação extrajudicial do Grupo Raízen é restrito a obrigações financeiras específicas e não impacta diretamente suas operações ou a situação financeira da holding e de suas controladas.
De acordo com o comunicado, a recuperação extrajudicial se limita a obrigações específicas das empresas envolvidas no processo. A Cosan afirmou que a medida “não envolve, afeta ou gera qualquer repercussão sobre as obrigações, operações, estrutura de capital ou posição financeira da Cosan e de suas controladas”.
As atividades, compromissos e relações comerciais do Grupo Cosan permanecem inalterados e continuarão sendo conduzidos normalmente. A Raízen, joint venture criada em 2011 entre a Cosan e a petroleira britânica Shell, uniu ativos de produção de açúcar e etanol da Cosan com a rede de distribuição de combustíveis da Shell no Brasil.
Atualmente, Cosan e Shell detêm, cada uma, 44% das ações com direito a voto da Raízen, enquanto os 12% restantes estão em circulação no mercado, negociados por investidores e acionistas minoritários. Recentemente, discussões entre as controladoras abordaram uma possível capitalização da joint venture.
A Shell manifestou disposição para aportar R$ 3,5 bilhões, condicionando a operação à participação equivalente da Cosan. Contudo, a empresa brasileira não acompanhou a proposta nos mesmos termos. Em conferência com analistas, o diretor-executivo da Cosan, Marcelo Martins, afirmou que uma solução para a situação da Raízen deve ocorrer em breve, e que a alternativa em estudo vai além de um aporte de capital, considerado insuficiente para resolver a questão.


