Nego Di teve seu show de stand-up “Diário Di um ex-detento”, agendado para 14 de março em Biguaçu, Santa Catarina, adiado pela produtora do evento. A decisão ocorre após a Justiça determinar a retenção de R$ 7.266,40 da bilheteira para garantir o pagamento de uma dívida judicial do humorista.
A ação, movida em 2022 pelo empresário Thiago Lisboa, está em fase de cumprimento de sentença. Em 2 de março, o 5º Juizado Especial Cível de Porto Alegre notificou a plataforma Pensa no Evento para reservar os valores arrecadados com a bilheteira do espetáculo. A plataforma informou que os ingressos foram estornados e que a nova data do evento ainda não foi divulgada.
Thiago Lisboa expressou surpresa ao perceber que o evento, que já tinha setores esgotados, não estava mais disponível na plataforma de vendas. A ação judicial se relaciona à loja virtual “Tadizuera”, onde Thiago comprou um smartphone que nunca foi entregue. O bar “Casa dus Guri”, do qual Nego Di era sócio, também é mencionado no processo, tendo encerrado as atividades meses após o início dos problemas judiciais.
Thiago afirmou: “Citamos o bar pra tentar ver a cor do dinheiro. Por sorte, consegui um bloqueio de R$ 1.600 nas contas do bar, depois que já haviam fechado as portas. A esperança é com esses stand-ups que conseguimos o bloqueio, mas pelo visto ele não tem intenção de ressarcir”.
A medida de retenção foi adotada após tentativas anteriores de satisfação do crédito, incluindo um bloqueio via Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud) contra a empresa Casa Dus Guris Comércio de Bebidas Ltda., que não resultou em valor integral. Em 29 de agosto de 2025, um bloqueio parcial de R$ 1.641,79 foi registrado, mas considerado insuficiente. Em janeiro de 2026, o juízo deferiu a penhora de outro processo até o valor atualizado de R$ 7.266,40.
A defesa de Nego Di não respondeu aos contatos até a última atualização desta reportagem. O humorista enfrenta outros processos desde 2022, incluindo acusações de estelionato, lavagem de dinheiro, uso de documento falso e promoção de loteria ilegal. Ele foi preso preventivamente em 2024 e liberado em novembro do mesmo ano, mas passou a cumprir medidas cautelares.
Em junho de 2025, Nego Di e seu sócio foram condenados a 11 anos e 8 meses de prisão em regime fechado por estelionato no caso da Tadizuera. A prisão será efetivada após o trânsito em julgado. Em outubro de 2025, o humorista e seu sócio tornaram-se réus em mais uma ação penal por estelionato.


