A operação de Israel no Irã prosseguirá sem qualquer limite de tempo, afirmou o ministro da Defesa, Israel Katz, durante uma reunião na sede das Forças de Defesa de Israel (FDI) em Tel Aviv na manhã de quarta-feira, 11 de março de 2026.
Katz declarou: “Esta operação prosseguirá sem qualquer limite de tempo, até atingirmos todos os objetivos e vencermos decisivamente a campanha”. Ele não especificou objetivos militares claros para a operação, que foi apelidada de “Leão Ruidoso”.
O ministro transferiu a responsabilidade pelo futuro do Irã para seus cidadãos, dizendo: “Também devemos continuar a operação para permitir que o povo iraniano se levante e aja, e se livre deste regime. Eventualmente, depende deles”.
O chefe do partido de esquerda Democratas, Yair Golan, criticou Katz em uma postagem na rede social X, afirmando: “Uma guerra não precisa de limite de tempo, precisa de uma estratégia de saída e um ministro da defesa que não seja um palhaço. Mas, durante dois anos e meio, este governo só se destacou em uma coisa – abrir frentes – e ficar preso lá”.
O conflito entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã teve início em 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã. Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas.
Os EUA alegam ter destruído dezenas de navios iranianos, além de sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares. Em retaliação, o regime dos aiatolás realizou ataques contra diversos países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, afirmando que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.
Desde o início da guerra, mais de 1.200 civis morreram no Irã, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, com sede nos EUA. A Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.
O conflito se expandiu para o Líbano, onde o grupo armado Hezbollah, apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Israel, por sua vez, tem realizado ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah no Líbano, resultando na morte de centenas de pessoas no território libanês.
Após a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas afirmam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão. O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, expressou descontentamento com essa escolha, classificando-a como um “grande erro” e afirmando que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.

