Uma pesquisa realizada pela Quaest e divulgada nesta quarta-feira (11) mostra que a avaliação do governo do presidente Lula (PT) piorou. De acordo com o levantamento, 51% dos entrevistados desaprovam o trabalho do presidente, enquanto 44% o aprovam.
Os números indicam um aumento na desaprovação, que era de 49% em fevereiro e janeiro. A aprovação também caiu, de 45% em fevereiro e 47% em janeiro. O percentual de pessoas que não souberam ou não responderam à pesquisa é de 5%, uma leve queda em relação aos 6% registrados em fevereiro e 4% em janeiro.
A desaprovação do governo Lula voltou aos níveis de julho e agosto de 2025, embora ainda esteja abaixo do pico de 57% registrado em maio. A diferença entre desaprovação e aprovação aumentou desde o final do ano passado, passando de um ponto em dezembro para sete pontos atualmente.
Entre as mulheres, pela primeira vez, a desaprovação (48%) supera a aprovação (46%). Este grupo é considerado crucial para a disputa presidencial, onde Lula buscará a reeleição. Entre os jovens de 16 a 34 anos, a desaprovação subiu de 50% em fevereiro para 56% agora.
No Nordeste, Lula ainda mantém a maior aprovação, com 65%. No entanto, nas demais regiões, a desaprovação é mais alta: Sudeste (58%), Sul (60%) e Centro-Oeste/Norte (59%). Entre os católicos, a desaprovação aumentou de 42% em fevereiro para 47% agora, enquanto a aprovação caiu de 52% para 49%.
A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 6 e 9 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.
A Quaest também investigou cenários para as próximas eleições, revelando um empate entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno, com ambos alcançando 41% das intenções de voto.
A avaliação negativa do governo atingiu 43%, retornando aos níveis de maio de 2025. A avaliação negativa oscilou para baixo, de 33% para 31%. Os números são os seguintes: negativo: 43% (39% em fevereiro e janeiro); positivo: 31% (33% em fevereiro e 32% em janeiro); regular: 25% (26% em fevereiro e 27% em janeiro); não sabem/não responderam: 1% (2% em fevereiro e janeiro).
Quando questionados se Lula merece continuar na presidência por mais quatro anos, 59% responderam que não, um aumento em relação aos 57% de fevereiro e 56% de janeiro. Apenas 37% disseram que sim, uma queda em relação aos 39% em fevereiro e 40% em janeiro.
Sobre a situação da economia nos últimos 12 meses, 48% dos entrevistados afirmaram que piorou, em comparação a 43% em fevereiro e janeiro. Apenas 24% acreditam que a situação melhorou, enquanto 26% disseram que ficou a mesma. A expectativa para os próximos 12 meses mostra que 41% acreditam que a economia deve melhorar, enquanto 34% esperam que piore.


