Trabalhadores da rede municipal de educação de Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, interditaram um trecho da BR-316 na manhã desta quarta-feira, 11 de março de 2026. O bloqueio ocorreu no sentido de entrada da capital e começou por volta das 10h, causando congestionamento na via, que é uma das principais ligações entre Belém e municípios da região metropolitana.
A interdição foi liberada por volta das 12h, após representantes do movimento serem recebidos pelo vice-prefeito de Ananindeua, Hugo Atayde (PSB). Os servidores exigem uma reunião com o prefeito Daniel Santos para discutir as pautas do movimento.
Na terça-feira, 10 de março, uma das pistas da BR-316 também foi interditada por alguns minutos pelos manifestantes. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), cerca de 200 profissionais participaram da mobilização. As principais reivindicações incluem aumento salarial, melhores condições de trabalho nas escolas e a realização de um novo concurso público.
A coordenadora-geral do Sintepp, Gady Mabel, informou que os trabalhadores foram recebidos na segunda-feira, 9 de março, por representantes da Secretaria Municipal de Educação, mas afirmam que as pessoas presentes na reunião não tinham poder de decisão para negociar as demandas.
O município de Ananindeua conta com cerca de 6 mil profissionais atuando na rede municipal de ensino, dos quais aproximadamente 1.500 são concursados. Segundo o sindicato, as aulas nas escolas públicas estão sendo mantidas principalmente por profissionais contratados.
A greve dos servidores da educação já dura quase uma semana. Além do reajuste salarial, os trabalhadores pedem melhorias na estrutura das escolas e a realização de um novo concurso público. Em 2019, os profissionais da rede municipal recebiam cerca de 30% acima do piso nacional do magistério, mas atualmente esse valor está cerca de 4% acima do piso, e os servidores solicitam que esse percentual seja elevado para 8%.
““É uma luta para garantir valorização e melhores condições de trabalho para quem está na educação”, disse a professora municipal Alessandra Luz.”


