O Irã anunciou que passará de “ataques recíprocos” para “ataques contínuos” contra seus adversários. O porta-voz do quartel-general do comando militar de Khatam al-Anbiya, Ebrahim Zolfaqari, afirmou que “os Estados Unidos não conseguirão controlar os preços do petróleo”.
“Não permitiremos que nem um litro de petróleo chegue aos EUA, a Israel e a parceiros deles. Qualquer embarcação ou petroleiro com destino a eles será um alvo”, declarou Zolfaqari. Ele também alertou: “Preparem-se para o barril de petróleo chegar a US$ 200, porque o preço do petróleo depende da segurança regional, que vocês desestabilizaram”.
As autoridades iranianas deixaram claro que pretendem impor um choque econômico prolongado enquanto a guerra continuar. Em resposta à situação, os países membros da Agência Internacional de Energia (AIE) concordaram em liberar 400 milhões de barris de petróleo no mercado global, a maior liberação de reservas emergenciais da história.
Por volta das 14h20, horário de Brasília, o petróleo Brent Futuros de maio de 2026 subia mais de 4%, alcançando cerca de US$ 91,40 o barril. O WTI Futuros de abril de 2026 também registrava alta de mais de 3%, sendo negociado em torno de US$ 86,45 o barril.
O Irã intensificou seus ataques contra Israel e outros alvos no Oriente Médio. Após ataques a agências de um banco em Teerã, Zolfaqari afirmou que o Irã responderia com ataques a bancos que fazem negócios com os Estados Unidos ou Israel.
Três navios foram atingidos por projéteis nas proximidades do Estreito de Ormuz nesta quarta-feira (11), elevando para 14 o número de navios atingidos desde o início da guerra. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou que “praticamente não há mais nada” para atacar no Irã, afirmando: “Quando eu quiser que termine, terminará”.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que a operação “continuará sem prazo determinado, pelo tempo que for necessário, até que todos os objetivos sejam alcançados”.


