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Deputada aponta mobilização no Congresso para limitar investigações do caso Master

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A deputada federal Adriana Ventura (Novo-SP) afirmou que há uma mobilização política no Congresso para impedir o avanço das investigações sobre o escândalo do Banco Master e sobre as fraudes ligadas ao INSS.

Segundo ela, parlamentares e autoridades estariam atuando para reduzir o alcance das apurações e evitar novas comissões de inquérito. Em entrevista ao programa Ponto de Vista, apresentado por Marcela Rahal, a parlamentar disse enxergar um movimento de “abafa” envolvendo diferentes setores políticos.

Para Ventura, apesar da gravidade do caso, faltaria disposição real para aprofundar as investigações. Ela questionou por que a CPMI do caso Master não avançou, afirmando que há pedidos suficientes para instalar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito sobre o caso, mas a leitura dos requerimentos ainda não foi feita.

A deputada destacou que a decisão depende do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, responsável por formalizar o início do processo. Segundo ela, o atraso não teria justificativa técnica, já que existem precedentes para esse tipo de procedimento.

Ventura também avaliou que, apesar de outras frentes de investigação em andamento, como grupos de trabalho no Senado e a CPMI sobre fraudes no INSS, as apurações ainda são limitadas diante da dimensão do escândalo. Ela acredita que o caso envolve agentes políticos de diferentes correntes ideológicas e instituições, o que tornaria ainda mais necessária uma investigação mais ampla.

Outro ponto de preocupação, segundo Ventura, é o risco de a comissão que investiga irregularidades no INSS não ser prorrogada. Pedidos de extensão já foram apresentados por parlamentares como o senador Carlos Viana, mas a deputada afirma que ainda não há sinais de que a prorrogação será autorizada.

Para Ventura, a falta de avanço nas investigações pode indicar um acordo político informal para conter o alcance das apurações. Ela mencionou que, nos bastidores, circula a avaliação de que diferentes grupos políticos preferem evitar que novas revelações ampliem o desgaste institucional. A deputada concluiu que o escândalo envolve personagens ligados aos três poderes e que o país precisa esclarecer os fatos de forma transparente.

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