Os servidores municipais de Araras (SP) completaram três dias de greve nesta quarta-feira, 11 de março, após uma reunião com a prefeitura que não resultou em acordo. A paralisação afeta serviços essenciais como saúde, educação, transporte público e coleta de lixo.
A administração municipal notificou o sindicato para que, durante a greve, ao menos 70% dos servidores permaneçam em atividade. Além disso, 100% dos serviços do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da Guarda Civil Municipal (GCM) devem ser mantidos. Esta determinação foi baseada em uma decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), que também estipulou uma multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento.
Cerca de 1,4 mil trabalhadores aderiram à greve, conforme informações do sindicato. Durante a nova reunião, a prefeitura apresentou uma proposta de reajuste salarial de 5%, que inclui 4,41% referente à inflação e 0,59% de ganho real. A proposta para o vale-alimentação foi mantida, com um aumento de 42%, totalizando R$ 500.
A administração também se comprometeu a finalizar o plano de carreira dos servidores, uma demanda que existe há mais de 25 anos. No entanto, a nova proposta foi considerada “vergonhosa” e rejeitada por unanimidade pelos servidores em assembleia. O sindicato afirmou que a greve continuará.
“”A nova proposta, considerada vergonhosa, foi rejeitada por unanimidade pelos servidores na assembleia […]. Ainda na votação, os trabalhadores aprovaram a continuidade da greve”, disse o Sindsepa em nota.”
Sobre as queixas relacionadas ao convênio médico, uma reunião foi agendada para sexta-feira, 13 de março, entre a prefeitura, o sindicato e representantes da nova empresa responsável, para discutir a operacionalização e a rede credenciada a partir do dia 16 de março.
A presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Araras (Sindsepa), Eliana Ferreira Lopes, destacou que as principais reivindicações da categoria incluem a insatisfação com as mudanças no convênio médico, a falta de aumento real nos salários e o vale-alimentação considerado o menor da região.
“”O número 1 é o convênio médico que teve uma mudança drástica, não está agradando os servidores, está causando grande desespero a mudança. O aumento salarial, que nos foi oferecido apenas a inflação e nós estamos partindo para o terceiro ano sem aumento real, e o vale-alimentação nosso que segue sendo o mais baixo da região”, afirmou Eliana.”


