A oposição ao governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), protocolou nesta quarta-feira, 11 de março de 2026, um novo pedido de impeachment na Câmara Legislativa do DF.
O pedido, apresentado pelos partidos PSOL e Rede Sustentabilidade, é fundamentado em três crimes de responsabilidade: contra a probidade na administração, contra as leis orçamentárias e contra a guarda e o legal emprego de dinheiro público.
Segundo os partidos, as acusações estão relacionadas a supostos crimes cometidos nas negociações entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master. O pedido também menciona que o escritório do governador teria firmado contrato com a empresa Reag, suspeita de atuar junto ao Banco Master para estruturar fundos usados em operações consideradas “atípicas”.
O governador Ibaneis Rocha afirmou que o pedido é “mais um, sem qualquer fundamento”. O texto protocolado alega que “os interesses econômicos do Governador estariam alinhados com os interesses dos grupos privados beneficiários do rombo do BRB”.
O documento é assinado pelos deputados distritais Fábio Felix e Max Maciel, ambos do PSOL, pela presidente do partido no DF, Giulia Tadini, e pela porta-voz da Rede Sustentabilidade, Bruna Paola.
Este é o quinto pedido de impeachment apresentado contra Ibaneis Rocha; os quatro anteriores foram arquivados pela Câmara Legislativa. O pedido deve ser recebido pelo presidente da CLDF, Wellington Luiz (MDB), aliado de Ibaneis. Para que tenha andamento, o pedido precisa ser apreciado pela presidência em até 20 dias úteis.
Cabe recurso caso não haja resposta ao pedido dentro desse prazo. Os parlamentares solicitam ainda a criação de uma Comissão Especial, proporcional aos partidos, para investigação e produção de parecer, garantindo ao acusado o direito de manifestação.
Se o parecer for aprovado, será criado um projeto de decreto legislativo, que será submetido ao Plenário. Após autorização, os autos serão enviados ao Tribunal do DF para formação do Tribunal Especial Misto, órgão competente para processar e julgar governadores em crimes de responsabilidade.
O pedido final é de condenação do governador por crimes de responsabilidade, com perda do cargo e inabilitação por cinco anos para funções públicas.


