A Sadia, marca de alimentos da MBRF, anunciou nesta quarta-feira, 11 de março de 2026, que será patrocinadora das seleções brasileiras de futebol até 2030.
A marca também atuará como fornecedora oficial de proteínas para os jogadores. Com essa adição, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) conta com nove patrocinadores neste ano de Copa do Mundo.
Além da Sadia, a CBF é patrocinada por Nike, Ambev, Vivo, Itaú, Ifood, Volkswagen, Uber e Cimed. O valor do contrato com a Sadia não foi divulgado, mas o mercado publicitário estima que o total pode chegar a R$ 400 milhões até 2030, abrangendo tanto a seleção masculina quanto a feminina.
Os especialistas estimam que a receita publicitária da CBF já atinja R$ 170 milhões neste ano, com uma meta interna de R$ 250 milhões, impulsionada pela Copa do Mundo e pela contratação de Carlo Ancelotti para a seleção masculina.
A CBF ainda busca dois patrocinadores fixos para este ano. A chegada da Sadia representa uma mudança na percepção das marcas em relação à CBF, que enfrentou crises de imagem desde 2021, quando Rogério Caboclo foi afastado após denúncias de assédio moral e sexual.
Ednaldo Rodrigues assumiu interinamente a presidência da CBF, enfrentando conflitos que resultaram em disputas judiciais. A situação culminou no afastamento de Ednaldo em maio do ano passado, após decisão do desembargador Gabriel Zefiro, e a presidência foi transferida para Samir Xaud.
Esses conflitos afastaram anunciantes, e a CBF perdeu o apoio de empresas como Gol, Mastercard, Pague Menos e TCL no ano passado.


