Moradores de Teresina relatam medo após sucuris atacarem animais

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Moradores da Rua Francisco Silva, no bairro de Fátima, Zona Leste de Teresina, relataram medo após duas sucuris serem vistas circulando pela via e devorando animais de pequeno porte. Um vídeo gravado na região mostra uma das cobras se alimentando de uma gata.

A presença das cobras tem causado preocupação, especialmente por causa de crianças e animais domésticos que vivem nas proximidades. Um morador da região, que preferiu não ser identificado, afirmou que as sucuris já aparecem no local há anos.

De acordo com ele, a área onde hoje existem casas e ruas era formada por matagal e lagoas naturais antes da urbanização. “Essas lagoas existem há muitos anos, muito antes de existir a Raul Lopes e a Ponte da Primavera. Essa região toda era matagal e lagoas. Com o tempo foram surgindo os terrenos e foram aterrando, mas essa lagoa aqui sobrou”, relatou.

Segundo o morador, as cobras costumam sair da lagoa principalmente quando o nível da água sobe durante o período chuvoso. “Eles aparecem mais nessa época de chuva, quando a lagoa fica cheia. Aí acabam saindo mais para fora, até aqui na rua. Como tem muito gato e outros bichos, como camaleão, elas vêm e pegam para se alimentar”, contou.

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O morador afirmou ainda que já presenciou ao menos três episódios em que as cobras apareceram na rua para capturar animais. Ele também mencionou ter visto serpentes menores e até maiores na área. “Já vi cobras menores do que essas e também maiores, tipo a mãe delas. Então isso assusta, porque crianças brincam aqui perto”, afirmou.

O doutor em Ciências Biológicas Wedson Medeiros confirmou que o animal visto no vídeo é uma sucuri. Ele explicou que, com a destruição do habitat natural nas áreas urbanas, as cobras acabam buscando outras fontes de alimento. “Com a destruição da vegetação nas margens do rio, invasão da cidade sob as áreas naturais e a poluição do rio, o animal fica sem comida próximo aos ambientes onde vive e busca alternativas em áreas um pouco mais expostas”, detalhou o professor.

Uma das soluções apontadas pelo professor é a manutenção e ampliação de matas nativas e a fauna das cidades.

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