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Preço da gasolina em Boa Vista chega a R$ 7,55 após novo aumento

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O preço da gasolina em Boa Vista subiu para R$ 7,55 nesta quarta-feira (11). O aumento de 60 centavos representa mais de 8% em relação ao valor anterior de R$ 6,95, que havia sido registrado há pelo menos uma semana.

O aumento ocorre após o reajuste anunciado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) em setembro do ano passado. O diesel, por sua vez, é vendido a R$ 7 na capital.

Joabson Viana, taxista-lotação de 48 anos, criticou o aumento, afirmando que o valor é desproporcional e prejudicial para motoristas e consumidores. Ele destacou que a situação se tornou insustentável, já que os motoristas precisam abastecer duas vezes por dia e acabam deixando mais dinheiro nos postos do que levando para suas famílias.

“”É um absurdo termos enfrentado dois aumentos de combustível em uma única semana. A situação está insustentável para quem é lotação e precisa abastecer duas vezes por dia. Acabamos deixando mais dinheiro nos postos do que levando para as nossas famílias. Essa é a infeliz realidade”, desabafou Joabson.”

Joabson também mencionou que os aumentos consecutivos alteraram o funcionamento do transporte, levando os motoristas a esperar a ocupação total do veículo, o que frustra tanto os profissionais quanto os passageiros.

O presidente do Sindicato de Postos de Combustíveis (Sindipostos-RR), João Victor Kotinski, estimou que a alta da gasolina chegaria a 60 centavos e a do diesel a 80 centavos em todos os postos. Ele atribuiu o reajuste à guerra entre os Estados Unidos e o Irã, que tem impactado os preços globalmente.

“”Essa é a terceira semana que estamos sofrendo com esses grandes reajustes em razão do conflito dos EUA com o Irã. A nossa torcida é que isso possa se resolver logo, uma vez que isso não tem acontecido só em Roraima, ou no Brasil, mas no mundo todo”, analisou Kotinski.”

Desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã, o preço do petróleo ultrapassou os US$ 100 por barril, atingindo o maior nível desde fevereiro de 2022. A alta é resultado da intensificação das tensões que envolvem países e rotas estratégicas para a produção e o transporte de petróleo e gás.

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