Ao menos seis navios conseguiram atravessar o Estreito de Ormuz nos últimos dias, a maioria após desligar seus sinais de rastreamento marítimo ou tentar ocultar suas posições reais. Os dados foram analisados pela MarineTraffic.
Os navios, que incluem três graneleiros, um petroleiro e dois navios-tanque para transporte de petróleo e produtos químicos, transitaram pelo estreito desde 6 de março. O Estreito de Ormuz é uma rota crucial para recursos energéticos, responsável por cerca de um quinto do transporte global de petróleo bruto.
Desde o início da guerra, o estreito está efetivamente fechado, após as Forças Armadas iranianas alertarem que qualquer navio que passasse por ali seria atacado.
Entre os navios identificados está o Dalia, um petroleiro de bandeira iraniana que transporta petróleo e produtos químicos, alvo de sanções do Departamento do Tesouro dos EUA e da União Europeia. A embarcação parou de transmitir seu Sistema de Identificação Automática em 8 de março, após se aproximar do estreito pelo leste do Irã, e reapareceu no MarineTraffic em 10 de março, após transitar pelo estreito e atracar no porto de Bandar Imam Khomeini, no Irã, um dia depois.
Uma tática semelhante foi utilizada pelo Shenlong, um petroleiro de bandeira liberiana que chegou a Mumbai, na Índia, em 11 de março, e pelo KSL Hengyang, um navio graneleiro com destino a Singapura, navegando sob a bandeira da Jordânia.
Outros navios, como o petroleiro Parimal, de bandeira de Palau, seguiram uma rota normal pelo estreito até 7 de março, quando foram afetados por interferência no GPS. Navios próximos ao estreito começaram a transmitir mensagens destinadas a dissuadir o Irã de atacá-los, incluindo “dono chinês, todo chinês” e “dono e tripulação da China”.

