As bolsas da Europa fecharam majoritariamente em queda nesta quarta-feira, 11 de março de 2026, devido à cautela dos investidores em meio à intensificação do conflito no Oriente Médio e à forte volatilidade do petróleo.
O avanço recente da commodity dominou o sentimento de risco nos mercados, em um ambiente de incerteza sobre a oferta global de energia, com reações de governos e organismos internacionais.
Em Londres, o FTSE 100 registrou uma queda de 0,56%, fechando a 10.353,77 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 1,59%, encerrando a 23.587,78 pontos. O CAC 40, em Paris, perdeu 0,19%, fechando a 8.041,81 pontos. O FTSE MIB, em Milão, recuou 0,95%, a 44.772,96 pontos. O Ibex 35, em Madri, caiu 0,67%, a 17.328,10 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 teve uma leve alta de 0,58%, fechando a 9.076,37 pontos.
Os investidores acompanharam a escalada da guerra entre EUA, Israel e Irã e seus possíveis efeitos sobre o fornecimento global de energia. A volatilidade do petróleo tem sido o principal fator de direção para os mercados, eclipsando indicadores econômicos, conforme afirmado pela Pepperstone.
No cenário macroeconômico, a inflação ao consumidor da Alemanha desacelerou para uma taxa anual de 1,9% em fevereiro. No entanto, o Commerzbank indicou que a economia alemã ainda não apresenta sinais claros de recuperação. O ING alertou que uma alta prolongada dos preços de energia pode forçar o Banco Central Europeu (BCE) a elevar os juros novamente.
A Rheinmetall teve uma queda de cerca de 8% em Frankfurt, após divulgar resultados abaixo do esperado, mesmo projetando forte expansão das vendas com o aumento dos gastos militares na Europa. No continente, empresas de defesa também pressionaram os índices, com uma queda de 2%.
Na contramão, a espanhola Inditex subiu 1% em Madri, impulsionada pelo crescimento nas vendas no início de seu ano fiscal. A analista Mamta Valechha, da Quilter, afirmou que os resultados reforçam a força do modelo de negócios da dona da Zara. A Porsche teve uma leve queda de menos de 1% em Frankfurt, mesmo após indicar medidas de redução de custos para lidar com um ambiente desafiador para o setor automotivo de luxo.

