Os preços da soja fecharam em alta nesta quarta-feira, 11 de março de 2026, na bolsa de Chicago. O contrato com vencimento em maio avançou 1,02%, encerrando o dia cotado a US$ 12,14 por bushel.
O mercado se beneficiou da forte valorização do óleo de soja, cujos contratos futuros registraram alta superior a 2,7% durante o período noturno. Essa valorização reforçou o movimento positivo do complexo da soja.
Segundo informações da Agrinvest, o mercado reage positivamente diante da expectativa sobre novas regras do RFS (Padrão de Combustíveis Renováveis) nos Estados Unidos. Os agentes também aguardam a decisão da EPA (Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos) sobre o mandato de 5,4 milhões de galões e a possível realocação das isenções concedidas a pequenas refinarias.
A consultoria aponta que essa medida pode manter elevada a demanda por biocombustíveis no país e estimular o esmagamento de soja. Por outro lado, a liquidez da oleaginosa diminuiu no Brasil.
O volume de vendas realizadas pelos produtores, conhecido como farmer selling, caiu para 430 mil toneladas nesta semana, refletindo principalmente a ausência das tradings no mercado.
Os preços da soja também avançaram após o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reduzir sua estimativa de produção na Argentina e revisar ligeiramente para baixo a projeção de estoques finais globais. Os agricultores argentinos deverão produzir cerca de 48 milhões de toneladas de soja na safra atual.
Os preços do milho também avançaram na sessão, com o contrato de entrega em maio subindo 1,77%, encerrando cotado a US$ 4,6025 por bushel. Esse movimento foi influenciado pela alta do petróleo e pelo aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio.
As preocupações com um eventual fechamento do Estreito de Ormuz ampliam o risco de interrupções no fornecimento de energia. O milho registrou ganhos com compras técnicas, mostrando resiliência em meio à volatilidade global das commodities causada pelo conflito envolvendo o Irã.
A valorização do óleo de soja também contribuiu para dar suporte ao mercado dos demais grãos. No entanto, o aumento dos estoques finais globais de milho pode ser um fator de pressão para as cotações.
Os contratos futuros do trigo fecharam com alta mais moderada, com o vencimento para maio avançando 0,63%, encerrando a US$ 5,9475 por bushel em Chicago. Os preços subiram nos mercados norte-americanos após a realização de lucros por parte de especuladores nas duas sessões anteriores.
As tensões geopolíticas seguem no radar dos investidores, aumentando a volatilidade do mercado. O trigo, por contar com diversos países fornecedores ao redor do mundo, costuma reagir rapidamente a esse tipo de cenário, afetando tanto compradores quanto vendedores no mercado internacional.


