O Irã instalou cerca de uma dúzia de minas no Estreito de Ormuz, segundo duas fontes familiarizadas com o assunto, em 11 de março de 2026. A ação pode complicar a reabertura da região, que é uma importante rota marítima para o transporte de petróleo e gás natural liquefeito.
As exportações de petróleo e GNL pela estratégica região foram efetivamente interrompidas pela guerra iniciada há 12 dias pelos Estados Unidos e Israel, o que contribuiu para o aumento nos preços globais de energia. O comando militar do Irã alertou que o mundo deve estar preparado para que o petróleo atinja US$ 200 por barril.
Uma das fontes afirmou que as minas foram instaladas ‘nos últimos dias’ e que a maioria de seus locais era conhecida. No entanto, a fonte não revelou como os EUA planejavam lidar com a situação. A instalação de minas no estreito foi noticiada pela primeira vez pela CNN Internacional em 10 de março.
O Irã já havia ameaçado retaliar qualquer ataque militar por meio de minas no estreito, onde cerca de um quinto do petróleo e do GNL do mundo passa em condições normais. A capacidade de Teerã de interromper o transporte marítimo pelo canal confere-lhe uma significativa influência sobre os EUA e seus aliados.
As Forças Armadas dos EUA afirmaram que estão focadas em embarcações iranianas que colocam minas, tendo eliminado 16 delas na terça-feira. Contudo, até o momento, a Marinha dos EUA não forneceu escoltas de proteção para navios comerciais que atravessam o estreito.
O presidente dos EUA, Donald Trump, exigiu que o Irã remova imediatamente quaisquer minas instaladas no estreito e advertiu que o país enfrentaria consequências militares não especificadas caso não o fizesse.


