Mais de 800 mil pessoas foram deslocadas internamente no Líbano, conforme informações de autoridades libanesas. O número se refere apenas às pessoas que se registraram como deslocadas, o que indica que o total real pode ser ainda maior, segundo o ministro da Justiça libanês, Adel Nassar, em declaração nesta quarta-feira (11).
“A situação é muito difícil porque os recursos são escassos. No entanto, apesar de todos esses problemas, há uma mobilização total do governo para atender às necessidades da melhor forma possível”, afirmou Nassar.
O ministro também criticou a ação militar do Hezbollah, grupo radical libanês apoiado pelo Irã, chamando-a de ilegal. Ele argumentou que essa ação arrastou o Líbano para um conflito regional crescente e que o Hezbollah “não cooperou tanto quanto deveria” para desmantelar a infraestrutura militar.
Nassar destacou que a decisão do Hezbollah de lançar foguetes contra Israel forneceu ao país um pretexto para escalar os ataques e iniciar uma guerra em grande escala. O chefe humanitário da ONU, Tom Fletcher, já havia alertado que o Líbano e a região enfrentavam “um momento de grave perigo”.
A União Europeia anunciou que está fornecendo cerca de US$ 115 milhões (aprox. R$ 590 milhões) em ajuda ao Líbano, que enfrenta uma crise humanitária devido à guerra no Oriente Médio. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, informou que o bloco entregou mais de 40 toneladas de suprimentos ao Líbano e planeja organizar voos humanitários adicionais.


