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Tarcísio de Freitas vê rotulação de facções como ‘oportunidade’

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quarta-feira (11) que vê como uma “oportunidade” a possibilidade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rotular facções como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas.

Em coletiva de imprensa após uma agenda oficial, Tarcísio declarou: “Eu entendo que é uma oportunidade, acho que enxergo isso como oportunidade porque a partir do momento em que um governo como o dos Estados Unidos encara o PCC como organização terrorista, e é de fato o que eles são, fica mais fácil”.

O governador ressaltou que, caso a medida seja efetivada, abrirá “um caminho da cooperação para que se possa integrar inteligência, trazer recurso financeiro e para que a gente possa fazer um combate ainda mais efetivo”.

Embora o governo norte-americano ainda não tenha oficializado a lista das facções como “terroristas”, Trump afirmou na última terça-feira (10) considerar o PCC e o CV como ameaças à segurança da região.

O Departamento de Estado dos EUA enviou um comunicado afirmando que “as organizações criminosas brasileiras, incluindo o PCC e o CV, são ameaças significativas à segurança regional devido ao seu envolvimento com o tráfico de drogas, a violência e o crime transnacional”.

O comunicado também destacou: “Não adiantamos possíveis designações terroristas nem sobre deliberações a respeito de designações terroristas. Estamos totalmente comprometidos em tomar as medidas cabíveis contra grupos estrangeiros envolvidos em atividades terroristas”.

O governo brasileiro está se preparando para a possibilidade da rotulação de terrorismo. Segundo apuração do âncora da CNN Brasil, Gustavo Uribe, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) orientou sua equipe a reagir com cautela. A avaliação no Palácio do Planalto é de que o assunto deve ser concentrado nas negociações diplomáticas, evitando cair em “balões de ensaio”.

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