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Pandora, chefe do PCC, é presa em Itanhaém, SP

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Ariane de Pontes Rolim, de 30 anos, conhecida como Pandora, foi presa em Itanhaém, São Paulo, na terça-feira (10). Ela é apontada como uma das chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC) nas cidades do litoral sul da Baixada Santista e do Vale do Ribeira.

De acordo com a Polícia Civil, Ariane atuava como ‘disciplina’, responsável por impor castigos a membros que desrespeitassem as regras da organização criminosa. O delegado Bruno Lazaro, da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise), explicou que os castigos variam desde advertências até a morte, em casos mais graves, conhecidos como Tribunal do Crime.

A prisão ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na residência de Ariane, localizada no bairro Guapurá. Ela foi detida por organização criminosa e associação ao tráfico de drogas.

No boletim de ocorrência, Ariane alegou que um hematoma em seu olho direito foi resultado de uma briga familiar. Ela também afirmou estar grávida de três meses, mas não apresentou exames que comprovassem a gestação.

Durante a ação policial, um caderno e o celular de Ariane foram apreendidos. As anotações encontradas indicaram seu envolvimento no tráfico de drogas, com registros de controle do comércio de entorpecentes.

Ainda segundo a polícia, foram descobertos grupos em um aplicativo de mensagens que incluíam disciplinas de cidades do litoral paulista. As conversas revelaram a estrutura da organização criminosa, com registros semelhantes aos realizados pelas polícias Civil e Militar.

“”[Os diálogos] apontavam como sendo a responsável pela aplicação de castigos físicos em pessoas que entrassem em algum tipo de desacordo ou conflito com o crime”, destacou a polícia.”

Ariane foi conduzida à delegacia, onde permanece à disposição da Justiça. A defesa dela não foi localizada até a última atualização desta reportagem.

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