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Marido de delegada preso por uso irregular de carro da Polícia Civil já era investigado

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O advogado Renan Rachid Silva Vieira, casado com a delegada Wanessa Santana Martins Vieira, foi preso nesta terça-feira (11) em Belo Horizonte por utilizar um carro da Polícia Civil de Minas Gerais de forma irregular. Renan já era alvo de investigações por estelionato, agiotagem e ameaças, conforme informações confirmadas por fontes policiais.

De acordo com as denúncias, Renan atuava como agiota, falsificava cheques e aplicava golpes, além de ameaçar suas vítimas com agressões, perseguições e até morte. Ele foi detido por peculato, crime que envolve a apropriação de bem público, após ser flagrado dirigindo uma viatura oficial descaracterizada da Polícia Civil na Região da Pampulha.

A prisão foi realizada pela Corregedoria da polícia, que conduziu diligências para apurar a situação. O advogado, de 38 anos, utilizava o veículo oficial destinado à sua esposa, também de 38 anos, para se deslocar ao trabalho. A Polícia Civil informou que a delegada foi ouvida e teve sua prisão em flagrante por peculato ratificada.

“”Após os procedimentos de polícia judiciária, o advogado foi encaminhado ao sistema prisional e a servidora à Casa de Custódia da Polícia Civil. As investigações prosseguem”, informou a nota da Polícia Civil.”

Wanessa trabalhava em uma delegacia de São José da Lapa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A polícia declarou que se opõe a desvios de conduta de seus servidores. A defesa de Renan Rachid e Wanessa Santana não foi localizada até a publicação desta reportagem.

Renan já havia sido denunciado em 2019 por falsificação de cheque no valor de R$ 6 mil, que foi repassado a parentes empresários, resultando em ameaças de morte à vítima. Em 2025, ele vendeu uma casa em Lagoa Santa, que estava penhorada, recebendo R$ 50 mil como adiantamento, mas não devolveu o valor após a compradora descobrir a impossibilidade de transferência do imóvel.

Além disso, em 2024, Renan emprestou dinheiro a uma empresa de peças, acumulando uma dívida de R$ 400 mil. Quando a empresa não conseguiu pagar, ele ameaçou os funcionários e proprietários, prometendo agressões e morte.

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