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Hospital PUC-Campinas suspende cirurgias eletivas devido à superlotação

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O Hospital PUC-Campinas anunciou a suspensão, por tempo indeterminado, das cirurgias eletivas em meio à superlotação de hospitais públicos em Campinas. A unidade enfrenta um acúmulo de pacientes nos corredores do pronto-socorro adulto pelo SUS.

As cirurgias eletivas são procedimentos programados, considerados não urgentes, essenciais para o tratamento de saúde, agendados conforme a capacidade do SUS. Segundo o hospital, os 80 leitos de enfermaria adulto estão 100% ocupados, assim como as unidades de UTI Adulto e UTI Coronariana, que também não têm disponibilidade de leitos SUS no momento.

A administração do hospital explicou que o cenário atual tem provocado o acúmulo de pacientes em atendimento e internados no pronto-socorro adulto SUS.

“”Diante dessa situação, as cirurgias eletivas foram temporariamente suspensas, com o objetivo de evitar competição por leitos e recursos estruturais com os fluxos assistenciais provenientes do Pronto-Socorro SUS”,”

disse a unidade em nota.

O HC da Unicamp também opera acima da capacidade instalada. Nesta quarta-feira, o pronto-socorro na Unicamp atendia 72 pessoas, representando 394% da capacidade. Isso tem gerado dificuldades para quem busca atendimento. Andressa Goes relatou que seu pai, que passou por uma cirurgia do pâncreas, não foi atendido devido à falta de médicos.

“”Eu vim aqui desde segunda, fiquei aqui das 23h até as 4h da manhã. Meu pai não foi atendido. Voltamos hoje desde as 8h, e agora que ele foi atendido para tomar medicamento”,”

contou.

Outro paciente, Jurandir dos Santos Gonçalves, que veio de Amparo (SP), reclamou de fortes dores por conta de um cálculo renal e iria voltar para casa sem atendimento.

“”Eu estou com muitas dores, no trato urinário, no abdômen, no reto. Vou voltar para Amparo de novo, com dor”,”

disse.

Em nota, o governo estadual informou que trabalha na ampliação dos procedimentos e leitos na região de Campinas, mantendo “diálogo contínuo” com a Prefeitura. O governo também destacou que “o projeto do Hospital Metropolitano de Campinas está em fase final”. A administração municipal afirmou que “nenhum paciente que precisa de internação na Rede Mário Gatti de Urgência, Emergência e Hospitalar fica sem assistência”.

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