O governo do Irã anunciou nesta quarta-feira (11) que o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, ficou ferido no bombardeio israelense que resultou na morte de seu pai, o aiatolá Khamenei.
Israel voltou a bombardear alvos em Teerã e no norte do Irã. De acordo com o governo iraniano, uma área residencial na capital foi atingida, resultando na destruição de pelo menos 100 casas e algumas lojas, além de deixar 14 pessoas feridas.
Milhares de iranianos participaram dos funerais de altos comandantes mortos em ataques aéreos, incluindo o ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh; o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour; e o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Abdolrahim Mousavi. A multidão carregou retratos do aiatolá Khamenei e de seu filho, Mojtaba.
O governo iraniano confirmou que Mojtaba Khamenei sofreu ferimentos leves no mesmo ataque que matou seu pai, incluindo uma fratura no pé e ferimentos no rosto.
O chefe da polícia iraniana alertou que manifestantes contra o governo serão tratados como inimigos do país. Durante a madrugada, mísseis e drones lançados pelo Irã foram interceptados no céu de Israel, enquanto o grupo Hezbollah disparou mais de 100 foguetes a partir do Líbano.
Os bombardeios israelenses contra o Hezbollah atingiram os subúrbios do sul de Beirute, e o Exército israelense informou que o ataque desta quarta-feira (11) em Beirute teve como alvo cinco membros importantes da Guarda Revolucionária do Irã. O número de mortos no Líbano ultrapassou 600.
A guerra também se estende a outros países do Oriente Médio. Nos Emirados Árabes Unidos, dois drones caíram perto do aeroporto de Dubai, deixando quatro feridos. O Iraque também abateu drones perto do aeroporto de Bagdá.
Donald Trump declarou que a operação está sendo mais fácil do que ele esperava e afirmou que os Estados Unidos já venceram a guerra: “Ganhamos. Acabou já na primeira hora”, disse Trump, acrescentando que continuarão lutando até terminar o serviço.
No Vaticano, o Papa Leão XIV recebeu o arcebispo de Teerã, que saiu do Irã devido à guerra. O pontífice lamentou a morte de civis, especialmente crianças, e ressaltou que a paz no Oriente Médio não pode ser construída sobre novos cemitérios.

