A série especial ‘Marcas’ apresenta histórias de mulheres que superaram barreiras em Pernambuco. A terceira e última reportagem destaca quatro mulheres que se destacaram em áreas tradicionalmente dominadas por homens.
A cineasta Kátia Mesel começou sua carreira nos anos 1960, quando o cinema parecia distante da realidade local. Formada em arquitetura, Kátia se tornou uma referência no audiovisual pernambucano, produzindo mais de 300 filmes e programas de televisão. Atualmente, ela trabalha em um projeto sobre a escritora Clarice Lispector. Ela afirmou:
“‘Nunca quis ir contra, nem quebrar, exatamente, nada, nem ser exemplo para ninguém. Eu queria ser dona do meu focinho.'”
A tenente-coronel Rafaela Veiga fez história ao se tornar a primeira mulher a ocupar esse posto no Corpo de Bombeiros de Pernambuco, após 137 anos da corporação. Ela enfrentou resistência no início da carreira, mas hoje coordena equipes responsáveis pela segurança de grandes eventos. Rafaela declarou:
“‘Hoje, nada mais me intimida.'”
A neuropediatra Vanessa Van Der Linden ganhou destaque internacional durante a epidemia do vírus Zika em 2015, ajudando a identificar a relação entre a infecção e os casos de microcefalia. Ela se tornou referência no atendimento a crianças com doenças raras. Vanessa compartilhou:
“‘Apesar de eu ser uma pessoa tímida, quando eu tenho um obstáculo, eu vou atrás.'”
A desembargadora Andréa Brito é uma das poucas mulheres em cargos de liderança no Tribunal de Justiça de Pernambuco. Ela ocupa a toga há um ano e quatro meses e destaca a importância da mobilização feminista para o avanço das mulheres em espaços de poder. Andréa comentou:
“‘Eu devo tudo isso àquelas mulheres que queimaram os sutiãs em praça pública.'”
Essas histórias mostram que, apesar das barreiras históricas, as mulheres estão ampliando sua presença em diversas áreas da sociedade.


