O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu não participar do julgamento sobre a prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão foi tomada em meio a suspeitas de conexão entre a família do ministro e o ex-banqueiro.
Segundo análise de Caio Junqueira, Toffoli optou por se afastar do caso, pois sua permanência estava prejudicando sua imagem e a do STF. Junqueira afirmou:
““Ele optou por submergir, optou por sair do caso, deixar o caso, porque a permanência dele nesse caso estava prejudicando ele diretamente, estava prejudicando o Supremo Tribunal Federal dentro de um ambiente que já não lhe era favorável.””
O ambiente desfavorável mencionado por Junqueira refere-se ao momento delicado que Toffoli atravessa, após ser apontado como principal suspeito de ter gravado outros ministros da Corte. A decisão de se afastar do caso Vorcaro foi divulgada em duas manifestações publicadas em sequência, interpretadas como uma tentativa de total afastamento do noticiário político relacionado a este caso.
O analista também comentou sobre a postura do ministro Alexandre de Moraes, que enfrenta questionamentos sobre sua imparcialidade no mesmo caso, devido a um contrato do escritório de advocacia de sua esposa com o Banco Master. Junqueira observou que, ao contrário de Toffoli, Moraes tende a não recuar:
““A característica do ministro Alexandre de Moraes não seria a de submergir naturalmente, como fez o Dias Toffoli. A característica do ministro Alexandre de Moraes é de ir para cima, de dobrar a aposta, de bater no peito e manter as polêmicas e as decisões controversas que o envolvem.””
No entanto, Junqueira ponderou que a situação de Moraes é diferente devido ao “contrato astronômico do escritório de advocacia da mulher dele”, o que poderia ligá-lo ao caso. Caso Moraes opte por se manter no processo, isso poderia levá-lo a se afastar do caso, apesar de seu histórico de enfrentamento.

