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Seleções que boicotaram ou desistiram da Copa do Mundo

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O Irã anunciou que não participará da Copa do Mundo de 2026. A decisão foi comunicada pelo ministro do Esporte do Irã, Ahmad Donyamali, em 10 de março de 2026, após ataques aéreos dos Estados Unidos e Israel que resultaram na morte do líder iraniano Ali Khamenei.

A Copa do Mundo reúne as principais seleções do planeta, mas a história do torneio revela que nem sempre todos os classificados entram em campo. Fatores como decisões políticas, crises diplomáticas, dificuldades financeiras e protestos contra a Fifa já levaram países a desistir da competição.

Um dos casos mais emblemáticos ocorreu nas Eliminatórias para o Mundial de 1974, quando a União Soviética se recusou a jogar contra o Chile em Santiago, pois o Estádio Nacional havia sido utilizado como local de detenção e tortura após o golpe militar no país.

Outro episódio significativo aconteceu antes da Copa de 1958, quando Egito e Sudão se negaram a enfrentar Israel em uma eliminatória por motivos políticos, resultando na convocação de País de Gales para disputar a vaga.

Além de conflitos internacionais, decisões da Fifa também geraram boicotes. Em 1938, Argentina e Uruguai desistiram do Mundial na França após a entidade manter a competição na Europa, contrariando as expectativas de que o torneio retornasse à América do Sul.

Nas Eliminatórias para a Copa de 1966, dezesseis seleções africanas abandonaram a disputa em protesto contra o formato das vagas, que exigia que equipes do continente enfrentassem adversários de outras regiões. A pressão resultou em uma vaga direta para a África na edição seguinte.

Nas primeiras décadas da Copa, questões logísticas também impediram participações. Em 1950, várias seleções europeias desistiram de participar do Mundial no Brasil devido aos altos custos e à complexidade da viagem. França, Portugal, Turquia e Irlanda abriram mão da competição por essas razões.

O caso do Uruguai é único, pois o país, campeão da primeira edição em 1930, decidiu não disputar o Mundial de 1934 na Itália, em resposta ao baixo número de seleções europeias que viajaram para Montevidéu quatro anos antes. O Uruguai permanece como o único campeão que não tentou defender o título na edição seguinte.

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