O ministro Dias Toffoli, ao se declarar suspeito para analisar a ordem de prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, deixou em aberto a possibilidade de julgar o inquérito principal sobre as fraudes do Banco Master no STF.
A decisão sobre sua suspeição no inquérito, que concentra a maior parte da investigação sobre as fraudes no banco de Vorcaro, será tomada futuramente. Toffoli mantém o discurso que adotou desde que deixou a relatoria da investigação há um mês.
O ministro declarou sua suspeição na ação que cobra a instalação de uma CPI do Master na Câmara e, em seguida, no processo que autorizou a deflagração da 3ª fase da Operação Compliance Zero, que resultou na prisão de Vorcaro.
Toffoli não mencionou sua suspeição no inquérito 5026 ao comunicar a André Mendonça, que o substituiu na relatoria do caso, e Gilmar Mendes, presidente da Segunda Turma do STF, que não participaria do julgamento sobre a prisão de Vorcaro e outros investigados.
““Tendo em vista que há correlação entre as matérias objeto daquele feito e as dos autos da Pet nº 15.556/DF, declaro a minha suspeição na forma do art. 145, § 1º, do Código de Processo Civil, por motivo de foro íntimo, a partir desta fase investigativa”, escreveu o ministro no ofício.”
Interlocutores de Toffoli afirmam que a decisão de se declarar suspeito neste momento visa preservar o STF diante da intensificação da crise pela qual a instituição vem passando.


