O Irã anunciou a escolha de Mojtaba Khamenei como seu novo líder supremo, sucedendo seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, que faleceu em 28 de fevereiro de 2026 durante ataques dos Estados Unidos e Israel.
Mojtaba Khamenei terá poder absoluto e se tornará a referência máxima política e religiosa do país, que seu pai liderou por quase quatro décadas. A teocracia iraniana, onde a religião determina a política e a vida dos cidadãos, permanece intacta com essa mudança de liderança.
O novo líder supremo controla um regime que se caracteriza pela concentração de poder em sua figura, que pode vetar e influenciar as principais políticas públicas. Além de ser chefe de Estado, ele é a autoridade máxima religiosa e atua como comandante-chefe das Forças Armadas.
“”É como ter outro rei, mas um rei religioso”, define o jornalista Siavash Ardalan.”
O Conselho de Guardiães e a Assembleia de Peritos são pilares do sistema teocrático. O Conselho revisa a legislação e filtra candidatos para eleições, enquanto a Assembleia, composta exclusivamente por clérigos, tem a função de escolher o líder supremo e supervisionar seu desempenho.
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) é fundamental para a proteção do regime, criado para defender a Revolução Iraniana de 1979. A teocracia é sentida nas ruas, onde as mulheres são obrigadas a usar hijab e podem ser detidas por não cumprimento das regras.
A teocracia iraniana se consolidou após a Revolução de 1979, que derrubou a monarquia do xá Mohammad Reza Pahlavi. O aiatolá Ruhollah Khomeini, líder carismático, promoveu a ideia de que o clero deveria ter poder político direto, resultando na criação da República Islâmica.
A Constituição do Irã, que institucionalizou a teoria do velayat-e faqih, garantiu a supremacia do clero e a continuidade do regime, mesmo diante de mudanças na opinião pública. A guerra com o Iraque, iniciada em 1980, também ajudou a consolidar o novo regime.


