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Último acusado pela morte do juiz Alexandre Martins será julgado após 23 anos

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O juiz aposentado Antônio Leopoldo Teixeira será julgado nesta quinta-feira (12) no Espírito Santo, quase 23 anos após o assassinato do juiz Alexandre Martins de Castro Filho. O julgamento está agendado para as 9h, no Tribunal de Justiça do Espírito Santo.

Alexandre Martins, que nasceu no Rio de Janeiro, construiu sua carreira como magistrado no Espírito Santo. Ele foi assassinado em março de 2003, em Vila Velha, quando saía de uma academia no bairro Itapoã. Na época, o juiz tinha 32 anos e fazia parte de uma missão especial de combate ao crime organizado no estado.

O processo se arrastou por mais de duas décadas devido a uma série de recursos apresentados pela defesa de Antônio Leopoldo em diferentes instâncias da Justiça. A última condenação relacionada ao caso ocorreu em agosto de 2015.

Segundo o Ministério Público, Leopoldo é acusado de homicídio qualificado por motivo torpe, cometido mediante promessa de recompensa. Ele é o único dos dez acusados de participação no crime que ainda não foi julgado. A defesa de Leopoldo afirma que ele é inocente e pretende demonstrar falhas na investigação durante o julgamento.

Desde o crime, nove pessoas já foram julgadas, das quais oito foram condenadas por participação no assassinato, com penas que variam de 8 a 25 anos de prisão. Todos os condenados já não respondem mais pela morte do juiz, incluindo um que foi assassinado em 2020.

Alexandre Martins atuava na Vara de Execuções Penais e já havia recebido ameaças de morte desde 2001, o que levou ele e um colega a contar com escolta policial. No dia do crime, o juiz estava sem proteção quando foi abordado por dois jovens armados ao chegar à academia. Após ser atingido por um tiro no peito, ele tentou sacar sua arma, mas caiu e foi atingido por outros disparos.

Os autores confessaram o assassinato, mas inicialmente alegaram que se tratou de um latrocínio. A acusação, no entanto, sustenta que foi um crime de mando, já que o magistrado vinha sendo ameaçado e testemunhas contestaram a versão de assalto. Apenas a arma do juiz foi levada.

O julgamento de Leopoldo será realizado em uma sessão pública no Tribunal Pleno do TJES, onde desembargadores analisarão o processo e votarão pela condenação ou absolvição do réu. Durante a sessão, o relator apresentará um relatório com o histórico do caso e as provas, seguido pelas sustentações orais do Ministério Público e da defesa.

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