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Leitura: Delegado é condenado a mais de dois anos de prisão por stalking no Acre
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Justiça

Delegado é condenado a mais de dois anos de prisão por stalking no Acre

Amanda Rocha
Última atualização: 12 de março de 2026 05:00
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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O delegado de Polícia Civil Luis Tonini foi condenado a mais de dois anos de prisão por stalking e violência doméstica contra sua ex-namorada, Anny Barbosa. A decisão foi proferida no dia 3 de março de 2026 pela Vara Única Criminal da Comarca de Epitaciolândia, no Acre, e cabe recurso.

A pena deve ser cumprida em regime aberto, permitindo que o réu recorra em liberdade. Além da pena de prisão, Tonini deverá pagar uma indenização de R$ 20 mil à vítima. Ele foi absolvido da acusação de violência psicológica.

Em julho de 2023, Luis Tonini, que era coordenador da delegacia de Epitaciolândia, foi preso em flagrante por descumprir uma medida protetiva contra a ex-namorada. A polícia foi acionada após o delegado tentar pular o muro da casa dela. Dois dias depois, a Justiça concedeu liberdade provisória, impondo medidas cautelares, como a proibição de se aproximar ou manter contato com a vítima.

Tonini negou as acusações e afirmou que estava afastado das funções há mais de dois anos por motivos de saúde. A Polícia Civil informou que a condenação é resultado de um trabalho investigativo da corregedoria, que concluiu as investigações e remeteu ao Judiciário.

Conforme a decisão judicial, entre agosto e outubro de 2023, o delegado perseguiu a ex-namorada de diversas formas, enviando mensagens a terceiros para obter informações sobre sua rotina e aparência, utilizando advogados para enviar recados pessoais, monitorando seus deslocamentos e mantendo vigilância sobre sua vida privada, mesmo após a decretação de medidas protetivas.

A ex-namorada, que também é agente de polícia, relatou que sofreu danos psicológicos, incluindo Transtorno de Estresse Pós-Traumático, e teve que mudar de residência e se afastar do trabalho devido ao medo e à ansiedade causados pela perseguição.

A decisão judicial detalha que, mesmo após a proibição, Tonini perturbava amigos e conhecidos da vítima para saber como ela estava, e chegou a perguntar sobre o corte de cabelo dela. A Justiça considerou que as alegações do réu de que suas ações eram motivadas por preocupação não se sustentam diante das provas apresentadas.

TAGGED:AcreAnny BarbosadelegadoEpitaciolândiaJustiçaLuis ToniniPolícia Civilstalkingviolência doméstica
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