O Irã alertou os moradores de Teerã sobre o risco de chuva ácida após um ataque a depósitos de petróleo que ocorreu no sábado, dia 7 de março de 2026. O ataque resultou em uma fumaça escura e densa sobre a capital iraniana.
A combinação de óxidos de enxofre e compostos de nitrogênio, junto com a umidade do ar, pode resultar em chuva ácida. As autoridades e o Crescente Vermelho do Irã recomendaram que os moradores permanecessem em casa. No domingo, a cidade amanheceu com o céu escuro e coberto de fuligem preta.
A chuva ácida é definida como qualquer precipitação com componentes ácidos que caem no solo a partir da atmosfera, podendo incluir chuva, neve, neblina, granizo ou poeira ácida. Os óxidos provenientes da queima de combustíveis fósseis, como o dióxido de enxofre e os óxidos de nitrogênio, podem formar ácidos que retornam ao solo na forma de chuva.
As partículas ácidas no ar podem causar irritação respiratória, especialmente em pessoas com asma ou bronquite, além de queimaduras químicas na pele e danos mais graves aos pulmões. A chuva ácida também contamina ecossistemas, destrói a cobertura vegetal, acidifica solos e águas de rios e lagos, ameaçando a biodiversidade.
“”A fumaça cobriu a cidade inteira. Eu estou com forte falta de ar e ardência nos olhos e na garganta, e muitos outros sentem o mesmo. É impossível ficar ao ar livre”, afirma uma ativista iraniana.”
A chuva ácida pode ter origem natural, como vulcões, mas na maioria das vezes resulta da queima de combustíveis fósseis. Embora toda chuva seja naturalmente ligeiramente ácida, as emissões humanas podem torná-la muito mais ácida. As chuvas se tornam problemáticas quando o pH é abaixo de 5.
O termo “chuva ácida” foi criado pelo cientista britânico Robert Angus Smith em 1852, ao observar o fenômeno durante a industrialização da Inglaterra. A Organização Mundial da Saúde (OMS) está monitorando os riscos à saúde decorrentes da “liberação maciça” de hidrocarbonetos tóxicos e óxidos na atmosfera.
O porta-voz do Ministério do Exterior do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que o ataque representa uma “nova fase perigosa” do conflito e constitui um crime de guerra, pois libera materiais perigosos no ar, colocando vidas em risco. O porta-voz militar israelense, tenente-coronel Nadav Shoshani, defendeu que os depósitos eram alvos militares legítimos.
O ataque levanta preocupações sobre o impacto ambiental, já que a chuva ácida altera a acidez do solo e da água, podendo provocar a morte de peixes e afetar negativamente a vegetação. A agricultura também pode sofrer com o retardamento do crescimento das culturas e prejuízos na produção.


