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Guerra do Irã: A capacidade de ataque foi reduzida, mas o conflito persiste

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O Irã enfrenta uma situação complexa em meio à guerra, com especialistas questionando se o regime teocrático ainda possui força para a chamada “horizontalização” do conflito. Donald Trump afirmou que “não sobrou praticamente nada” para ser alvejado, sugerindo que pode encerrar o conflito a qualquer momento.

Dados indicam que a capacidade de ataque do Irã com mísseis balísticos foi severamente afetada, com uma redução estimada entre 80% e 90%. Um levantamento do Jerusalem Post mostra que os ataques de mísseis e drones contra Israel diminuíram significativamente desde o início da guerra em 28 de fevereiro, quando o Irã disparou 480 mísseis balísticos. Nos dias seguintes, os números foram caindo: 520, 400, 350, 250, 150, 100, 70, 50 e, finalmente, 40. Os drones, que começaram com 720, foram reduzidos a 60, resultando em uma diminuição total de 92%.

Esses números levaram o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a afirmar que “ainda não acabamos” e que o objetivo final é permitir que os iranianos enfrentem uma mudança de regime. Isso indica que a situação é mais complexa do que a declaração de Trump sugere.

As declarações de Trump e Netanyahu revelam uma falta de sintonia total, embora ambos os países atuem em coordenação. Para Israel, é crucial eliminar o regime iraniano, que busca implantar a religião muçulmana globalmente e eliminar a nação judaica. Trump, ciente de que 54% dos americanos não apoiam a guerra, está avaliando as reações caso decida encerrar o conflito.

Apesar da drástica redução na capacidade de ataque do Irã, a ameaça persiste. Um ataque com drones causou o fechamento do aeroporto de Dubai, e uma simples ameaça levou à evacuação de instituições bancárias em Dubai e no Catar. A situação no mercado de gás e petróleo também é preocupante, com ataques a navios no Estreito de Ormuz.

Trump enfrenta pressão com o aumento do preço do petróleo, que impacta suas conquistas econômicas. O regime iraniano, por sua vez, parece ignorar questões de popularidade e aprovação, sabendo que a pressão sobre Trump é significativa. Apesar da eliminação de 49 líderes iranianos, as forças armadas permanecem intactas.

Analistas lembram precedentes históricos, como o Vietnã, onde os Estados Unidos ganharam batalhas, mas perderam a guerra. A horizontalização do conflito é uma preocupação, pois o Irã pode alargar o escopo geográfico e político da guerra.

Um funcionário da chancelaria iraniana, Kazem Gharibabadi, afirmou: “No momento, estamos em posição vantajosa”. Ele destacou o estado da economia global e dos mercados energéticos, que estão sofrendo. O Irã determinará quando a guerra terminará, refletindo uma posição coesa do regime.

““Causamos mais danos do que achávamos possível”, disse Trump, mencionando uma campanha que deveria durar seis semanas.”

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