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IEA afirma que guerra no Oriente Médio causa maior interrupção de petróleo da história

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A Agência Internacional de Energia (IEA) declarou que a guerra no Oriente Médio está provocando a maior interrupção no fornecimento de petróleo da história. A afirmação foi feita nesta quinta-feira, 12 de março de 2026, e ocorre um dia após a entidade concordar em liberar um volume recorde de petróleo dos estoques estratégicos para compensar a escassez e a alta dos preços.

No relatório mensal sobre o mercado de petróleo, a IEA informou que a oferta global deve cair em 8 milhões de barris por dia em março, devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz, na costa iraniana. Essa interrupção começou após os Estados Unidos e Israel iniciarem uma campanha de ataques aéreos contra o Irã, em 28 de fevereiro.

Os países do Golfo no Oriente Médio, incluindo Iraque, Catar, Kuweit, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, reduziram a produção conjunta de petróleo em pelo menos 10 milhões de barris por dia. Esse volume representa quase 10% da demanda mundial e reflete os impactos do conflito.

A IEA alertou que, sem uma rápida retomada do transporte marítimo na região, essas perdas podem aumentar. A produção interrompida nos campos petrolíferos levará semanas e, em alguns casos, meses, para voltar aos níveis anteriores à crise, dependendo da complexidade de cada área e do tempo necessário para que trabalhadores, equipamentos e recursos retornem à região.

Na quarta-feira, 11 de março, a IEA anunciou a liberação recorde de 400 milhões de barris de petróleo dos estoques estratégicos mantidos por seus membros. Essa medida visa conter a alta global dos preços do petróleo bruto, que aumentaram desde o início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, com os EUA sendo responsáveis pela maior parte do volume liberado.

Os preços do petróleo voltaram a subir nesta quinta-feira, 12 de março, após o Irã intensificar ataques a instalações petrolíferas e de transporte em diferentes pontos do Oriente Médio. Isso aumentou o temor de um conflito prolongado e de novas interrupções no fluxo pelo Estreito de Ormuz. O petróleo Brent, que chegou a US$ 119,50 por barril na segunda-feira, 9 de março, o maior valor desde meados de 2022, avançava mais de 6% nesta quinta-feira, sendo negociado pouco abaixo de US$ 98 por barril.

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