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Policial militar é condenado a 58 anos de prisão pela morte de casal em show em Piracicaba

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O policial militar Leandro Henrique Pereira foi condenado a 58 anos de prisão pela morte de duas pessoas e por ferir outras três durante um show sertanejo em Piracicaba, São Paulo, em novembro de 2022.

O julgamento ocorreu no Fórum de Piracicaba e começou na quarta-feira, 11 de março de 2026, às 10h. O caso já havia sido adiado sete vezes nos últimos anos, incluindo uma suspensão em 11 de março de 2025 pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que determinou a paralisação até o julgamento de um habeas corpus da defesa.

Os disparos realizados pelo PM resultaram na morte de Leonardo Victor Cardoso, de 25 anos, e Heloíse Magalhães Capatto, de 23 anos. Além disso, três pessoas, com idades de 20, 21 e 27 anos, ficaram feridas.

Durante o julgamento, duas das vítimas feridas foram ouvidas antes do primeiro intervalo da sessão. O advogado de defesa, Renato Soares, afirmou que o réu foi interrogado por cerca de uma hora e meia. O depoimento de Leandro foi finalizado no início da noite, após cerca de nove horas de julgamento.

O tribunal convocou 12 testemunhas para a sessão, e a previsão inicial era que o julgamento terminasse entre a madrugada e a manhã do dia 12 de março. Contudo, não estava definido se os trabalhos seriam suspensos ou continuariam no dia seguinte.

Leandro Henrique Pereira é acusado de dois homicídios qualificados e três tentativas de homicídio. Ele estava detido no Presídio Militar Romão Gomes, na capital paulista. Estudantes de cursos de direito acompanharam o julgamento.

A irmã de uma das vítimas, Camila Alves Cardoso, expressou sua esperança de que a justiça seja feita, afirmando: “Espero que justiça seja feita. Meu irmão não merecia ter falecido da forma como foi.”

O advogado do PM argumentou que ele agiu em legítima defesa e que os disparos que atingiram as outras vítimas não foram provenientes dele. A defesa apresentou um estudo que indicava a ordem dos disparos, sustentando que não poderiam atingir as vítimas.

O julgamento já havia enfrentado adiamentos anteriores, incluindo um em março de 2025, quando houve conflitos no plenário. O juiz do caso foi substituído em junho de 2025 após um pedido da defesa, que alegou inimizade com o magistrado.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, os disparos ocorreram após Leonardo intervir em uma briga entre o PM, um amigo e uma terceira pessoa. A Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic) concluiu que o motivo dos disparos foi um desentendimento durante o show.

Imagens publicadas em redes sociais mostraram o momento dos disparos e a confusão que se seguiu no evento.

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