O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, anunciou nesta quinta-feira, 12 de março de 2026, que ordenou ao Exército que se prepare para “expandir” as operações no Líbano. O país enfrenta a milícia Hezbollah, apoiada pelo Irã, em um dos diversos conflitos no Oriente Médio.
“O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e eu instruímos o Exército israelense a se preparar para expandir as operações no Líbano e restaurar a paz e a segurança nas comunidades do norte”, declarou Katz em um comunicado oficial.
O ministro também alertou o presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmando que, se o governo libanês não conseguir controlar o território e impedir que o Hezbollah ameace as comunidades do norte, Israel tomará medidas para resolver a situação por conta própria.
De acordo com as Nações Unidas, o conflito, que começou em 2 de março com ataques do Hezbollah em apoio ao Irã após a morte do líder supremo Ali Khamenei, resultou no deslocamento de mais de 700 mil libaneses, incluindo 200 mil crianças. O Ministério da Saúde libanês registrou 634 mortes, entre elas mais de 80 crianças, enquanto dois soldados israelenses também perderam a vida em combates no sul do Líbano.
Na última semana, Aoun solicitou negociações diretas com Israel para encerrar o conflito com o Hezbollah, apresentando um plano de quatro etapas que inclui uma “trégua completa” e o desarmamento do Hezbollah, além de assistência internacional às Forças Armadas libanesas.
O presidente libanês criticou o Hezbollah, chamando-o de “facção armada” que não considera os interesses do Líbano. Ele afirmou que o comando do grupo deseja o colapso do Estado libanês.
O governo de Netanyahu, por sua vez, demonstrou pouco interesse em um processo diplomático. Na madrugada de hoje, forças israelenses bombardearam uma zona costeira em Beirute, resultando em sete mortes, segundo o Exército de Israel, que classificou a ação como uma “ampla onda de ataques contra infraestruturas terroristas”.
O Hezbollah, em resposta, anunciou ter atacado uma base de inteligência militar israelense em Glilot, subúrbio de Tel Aviv, utilizando mísseis avançados.


