O Exército de Israel anunciou nesta quinta-feira (12) que atacou um local identificado como “Taleghan”, que seria utilizado no programa nuclear do Irã. A instalação está localizada no complexo militar de Parchin, que é alvo de suspeitas de autoridades ocidentais em relação ao programa nuclear de Teerã.
Os Estados Unidos e Israel justificam os ataques ao Irã com a alegação de que o regime iraniano não abandonou a intenção de desenvolver armas nucleares. O conflito entre os dois países e o Irã teve início em 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã, além de diversas autoridades do regime.
Os EUA afirmam ter destruído dezenas de navios iranianos, sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares. Em resposta, o Irã atacou países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, alegando que seus alvos são apenas interesses dos Estados Unidos e de Israel.
Desde o início do conflito, mais de 1.200 civis morreram no Irã, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos. A Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em decorrência dos ataques iranianos.
O conflito também se intensificou no Líbano, onde o Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, atacou Israel em retaliação à morte de Khamenei. Israel, por sua vez, tem realizado ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah no Líbano, resultando em centenas de mortes no território libanês.
Após a morte de Ali Khamenei, o Irã elegeu um novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, filho do antigo líder. Especialistas indicam que ele não deve promover mudanças significativas e representa a continuidade da repressão. Donald Trump expressou descontentamento com a escolha, considerando-a um “grande erro” e afirmando que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.


