O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou nesta quinta-feira (12) que qualquer ataque dos Estados Unidos a ilhas iranianas no Golfo Pérsico poderá levar o Irã a retaliar com força total, sem limitar suas respostas militares.
Na rede social X, ele alertou que o Irã “fará o Golfo Pérsico correr com o sangue dos invasores” caso suas ilhas sejam atacadas. Diversas ilhas iranianas, incluindo Kharg, são estratégicas como portos de exportação de energia, enquanto outras abrigam bases militares.
Três pequenas ilhas — Abu Musa e as duas Ilhas Tunb — localizadas na entrada do Estreito de Ormuz, estão no centro de uma disputa territorial de décadas entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos. O controle dessas ilhas confere ao Irã significativa influência sobre os fluxos globais de energia.
O conflito entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã. Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas.
Além disso, os EUA alegam terem destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares. Em retaliação, o regime iraniano fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã.
As autoridades iranianas afirmam que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações. Desde o início da guerra, mais de 1.200 civis morreram no Irã, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano, onde o Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Israel, por sua vez, tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvos do Hezbollah no país vizinho, resultando em centenas de mortes no território libanês.
Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão. O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, expressou descontentamento com essa escolha, classificando-a como um “grande erro” e afirmando que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.


