O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, fez seu primeiro pronunciamento na TV estatal iraniana nesta quinta-feira, 12 de março de 2026, após ser anunciado como substituto de seu pai, Ali Khamenei.
A declaração de Mojtaba ocorre um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que as forças americanas “derrubaram” a liderança do Irã em duas ocasiões. Trump não citou nomes, mas fez a declaração no mesmo dia em que a agência Reuters informou que Mojtaba Khamenei havia sido levemente ferido no primeiro dia da guerra, que coincidiu com a morte de seu pai em uma ação conjunta de EUA e Israel.
“Derrubamos a liderança deles duas vezes. Agora há um novo grupo assumindo. Vamos ver o que acontece com eles”, declarou Trump durante uma breve fala a jornalistas em visita a uma fábrica em Ohio, na quarta-feira, 11 de março.
Após a notícia do ferimento de Mojtaba, o governo iraniano assegurou que ele estava “são e salvo”. Fontes de alto escalão israelenses relataram que Mojtaba foi ferido nas pernas, o que justificou sua ausência em aparições públicas. A mídia estatal iraniana também se referiu a ele como “veterano de guerra ferido”. A Komiteh Emdad, instituição religiosa ligada ao governo, parabenizou Mojtaba pela sua eleição como líder supremo, utilizando o termo persa “janbaz jang”, que significa veterano ferido em guerra.
Mojtaba Khamenei, considerado um político linha-dura, foi escolhido pelos aiatolás da Assembleia de Especialistas. Sua escolha é vista como um desafio a Trump, que desejava influenciar a seleção do novo líder iraniano e defendia a nomeação de alguém que tivesse uma postura mais amigável em relação aos EUA e Israel.
Autoridades iranianas de alto escalão afirmaram que o mandato de Mojtaba pode resultar em uma postura mais agressiva no exterior e em uma repressão interna mais severa. Na semana passada, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que qualquer líder nomeado pela atual liderança iraniana “será um alvo inequívoco para eliminação”. Trump também comentou que Mojtaba “não durará muito” sem a aprovação dos Estados Unidos.


