Em sua primeira declaração após ser nomeado líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei afirmou que o Estreito de Ormuz deve permanecer fechado como forma de pressão contra o ‘inimigo’. A mensagem foi lida por uma apresentadora na televisão estatal iraniana.
Khamenei não foi visto desde o início da guerra e, segundo fontes, foi ferido durante os ataques. A declaração também pede união ao povo e contém um aviso de que todas as bases americanas na região precisam ser fechadas ou ‘serão atacadas’. O embaixador do Irã no Chipre, Alireza Salarian, informou que Khamenei ficou ferido no mesmo ataque aéreo que matou seu pai, o então líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, e outros cinco integrantes da família.
O conflito entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países resultou na morte de Ali Khamenei em Teerã. Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Os EUA alegam ter destruído dezenas de navios iranianos, além de sistemas de defesa aérea e alvos militares.
Em retaliação, o regime iraniano realizou ataques contra países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas afirmam que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.
Desde o início da guerra, mais de 1.200 civis morreram no Irã, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos. A Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano, onde o Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei, levando Israel a realizar ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah no Líbano. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.
Após a morte de grande parte da liderança iraniana, um conselho elegeu Mojtaba Khamenei como novo líder supremo. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão. O ex-presidente Donald Trump expressou descontentamento com a escolha, classificando-a como um ‘grande erro’ e afirmando que Mojtaba seria ‘inaceitável’ para a liderança do Irã.


