A Polícia Civil de São Paulo prendeu Ariane De Pontes Rolim, de 30 anos, em Itanhaém, no litoral paulista. Conhecida pelos vulgos de ‘Pandora’ ou ‘Penélope’, ela é apontada como liderança da facção PCC (Primeiro Comando da Capital) e exercia a função de ‘disciplina’.
A função de ‘disciplina’ é estratégica, atuando como uma juíza interna para aplicar castigos e manter o controle de conduta na Baixada Santista e no Vale do Ribeira. Durante a operação, os investigadores descobriram um sistema estruturado de comunicação que utilizava aplicativos para o envio de ‘boletins de ocorrência’ internos.
O sistema de inteligência da facção funcionava por meio de grupos em aplicativos de conversa, onde os integrantes mantinham diálogos constantes sobre as atividades da facção. Esses registros, classificados pela polícia como ‘B.O.s’ internos, informavam a liderança sobre fugas de policiais, disputas territoriais e conflitos cotidianos, como brigas entre membros e invasões de casas.
O objetivo desse monitoramento digital era garantir o cumprimento das normas do grupo e ‘manter a ordem’ na região. A prisão de ‘Pandora do PCC’ foi realizada em cumprimento a um mandado de busca e apreensão.
No momento da detenção, Ariane apresentava um ferimento no rosto, resultado de uma briga familiar, e informou que está grávida de três meses. A suspeita, que possui tatuagens com símbolos da facção, foi conduzida à delegacia e responderá pelos crimes de organização criminosa e associação ao tráfico de drogas.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos e desmantelar o braço da facção no litoral sul.


