A Rússia pediu a Israel e aos Estados Unidos nesta quinta-feira (12) que cessem os ataques ao Irã e busquem uma solução por meio de negociações.
“A Rússia continuará a tomar medidas para acabar com a escalada no Oriente Médio o mais rápido possível e resolver quaisquer contradições por meios pacíficos”, afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, durante coletiva com repórteres.
Ela destacou que o número de vítimas da ação militar ilegal de Washington e Tel Aviv entre a população civil do Irã está na casa dos milhares, segundo as autoridades iranianas.
O conflito entre os Estados Unidos, Israel e Irã teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã, além de diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano.
Os EUA alegam ter destruído dezenas de navios iranianos, sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares. Em retaliação, o regime iraniano realizou ataques contra países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, afirmando que seus alvos são apenas interesses dos EUA e de Israel.
Desde o início da guerra, mais de 1.200 civis morreram no Irã, conforme a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, com sede nos EUA. A Casa Branca registrou pelo menos sete mortes de soldados americanos em decorrência dos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano, onde o Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Israel, por sua vez, tem realizado ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah no Líbano, resultando em centenas de mortes no território libanês.
Após a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas afirmam que ele não fará mudanças estruturais e representa a continuidade da repressão. O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, expressou descontentamento com a escolha, classificando-a como um “grande erro” e afirmando que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.


