O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, divulgou sua primeira mensagem pública nesta quinta-feira, 12 de março de 2026. A declaração foi postada em seu canal oficial no Telegram e lida por um apresentador na televisão estatal iraniana, devido ao receio de que imagens possam revelar sua localização e atrair ataques de Israel e dos Estados Unidos.
Khamenei adotou um tom desafiador e prometeu ‘vingança’ contra os inimigos. Ele afirmou que ‘vingar o sangue de seus mártires’ — incluindo cerca de 175 pessoas, a maioria crianças, mortas em um ataque a uma escola infantil iraniana — é uma prioridade máxima do regime. ‘Garanto a todos que não nos absteremos de vingar o sangue de seus mártires. A retaliação que temos em mente não se limita apenas ao martírio do grande líder da Revolução; em vez disso, cada membro da nação que é martirizado pelo inimigo constitui um caso separado no arquivo de vingança’, disse.
Segundo Khamenei, a retaliação do Irã contra os Estados Unidos e Israel só começou. Ele recomendou que os vizinhos árabes do Golfo fechem as bases militares americanas localizadas em seus territórios ‘o mais rápido possível’, alertando que os ataques continuarão.
O líder supremo também expressou agradecimentos aos ‘bravos combatentes’ que, segundo ele, bloquearam o caminho do inimigo com seus poderosos golpes. ‘Nossos sinceros agradecimentos vão para nossos bravos combatentes que, em um momento em que nossa nação e amada pátria foram injustamente atacadas pelos líderes da frente da arrogância, dissiparam a ilusão deles de que são capazes de dominar nosso amado país ou possivelmente dividi-lo’, acrescentou.
As declarações de Khamenei sugerem que o Irã pode abrir novas frentes na guerra, caso ela continue. Ele sinalizou um possível retorno às táticas terroristas atribuídas ao país no passado, como o atentado de 1983 contra o quartel dos fuzileiros navais americanos em Beirute. ‘Estudos foram conduzidos sobre a abertura de outras frentes nas quais o inimigo tem pouca experiência e seria altamente vulnerável. Vamos recorrer a isso se a guerra continuar e se for conveniente’, alertou.


