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Delegacias da Mulher atraem nova geração de delegadas para combater a violência

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) em São Paulo tem atraído uma nova geração de delegadas, refletindo uma mudança significativa no combate à violência de gênero. Se há dez ou quinze anos a DDM enfrentava resistência, atualmente as vagas são preenchidas rapidamente, evidenciando o avanço da pauta na segurança pública.

As policiais que desejam atuar nas DDMs precisam obter as melhores notas na Academia de Polícia (Acadepol). As primeiras colocadas têm prioridade na escolha das unidades. As delegadas Maria Luiza Lukenczuk e Isadora Haddad, formadas em novembro de 2024, se dedicaram intensamente para garantir suas vagas na DDM.

““Vejo a violência contra a mulher e o machismo como reflexos do nível de educação e da cultura de uma sociedade. Trabalhar enfrentando esse tipo de problema sempre foi meu objetivo”, afirmou Isadora.”

Maria Luiza compartilha da mesma motivação:

““Nos dedicamos por essas vagas. Foi um objetivo alcançado”.”

Desde que se formaram, ambas atuam na 1ª DDM, localizada na Casa da Mulher Brasileira, no centro da capital. A rotina exige empatia e profissionalismo, pois lidam com ocorrências complexas e relatos de violência. Maria Luiza destacou que muitos casos de feminicídio ocorrem na presença de filhos.

““Praticamente todos os casos de feminicídio que registramos aconteceram na frente dos filhos. Não há um padrão nas ocorrências, mas isso é realmente assustador”, relatou Maria Luiza.”

Atualmente, o estado de São Paulo conta com 142 DDMs, sendo 18 com funcionamento 24 horas. O Governo de São Paulo ampliou em 174% as salas DDMs em plantões policiais, totalizando 173 unidades. Essas salas oferecem um ambiente seguro para mulheres vítimas de violência, permitindo o registro de ocorrências e a solicitação de medidas protetivas.

O funcionamento das salas DDM Online é de segunda a sexta, das 20h às 8h, e 24 horas aos fins de semana e feriados. O movimento SP Por Todas tem fortalecido políticas públicas para enfrentar a violência doméstica, ampliando as ações integradas e criando novas ferramentas de apoio às mulheres.

Desde 2023, o estado implementou o aplicativo SP Mulher Segura, que oferece informações sobre acolhimento e registro de boletim de ocorrência online, além de medidas protetivas.

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