As Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram, nesta quinta-feira, 12 de março de 2026, que atacaram uma instalação iraniana onde estariam sendo desenvolvidas armas nucleares. O Exército israelense informou que o Irã utilizava o espaço para “conduzir experimentos secretos de seu Projeto AMAD”, o suposto programa de desenvolvimento de bombas atômicas do país.
O governo israelense e os Estados Unidos acusam Teerã de usar seu programa atômico para fins militares, algo que a República Islâmica nega. Segundo o governo iraniano, seu programa nuclear tem apenas fins civis e energéticos. As IDF afirmaram que “a Força Aérea Israelense, atuando com base em inteligência precisa das Forças Armadas, atingiu outra instalação do programa nuclear iraniano”.
Tel Aviv declarou que o local, conhecido como complexo de Taleqan, vinha sendo utilizado pelo regime iraniano para “avançar em capacidades críticas que visavam o desenvolvimento de armas nucleares”. O complexo de Taleqan faz referência a uma instalação na base de Parchín, a sudoeste de Teerã, que foi alvo de bombardeios nos últimos dias.
De acordo com o think tank americano Institute for Science and International Security, autoridades organizaram atividades militares secretas no local recentemente. As instalações já haviam sido atacadas pelas IDF em outubro de 2024, como parte de uma retaliação a uma ofensiva iraniana, mas Teerã tomou medidas para “reabilitar o complexo”.
Tel Aviv afirmou que o bombardeio desta quinta-feira faz parte de uma série de operações destinadas a “prejudicar ainda mais as aspirações nucleares do regime terrorista iraniano”. Embora não haja evidências concretas do desenvolvimento de bombas atômicas no Irã, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou que o Irã usava centrífugas avançadas na planta Natanz para enriquecer urânio em até 60%, criando um estoque de cerca de 450 kg do material.
Esse patamar está próximo dos 90% de pureza considerados necessários para a produção de uma bomba nuclear, o que seria suficiente para confeccionar até 10 ogivas. O programa nuclear iraniano é o centro das hostilidades entre a coalizão EUA-Israel e o Irã, que buscam impedir qualquer avanço da república islâmica em direção à bomba atômica, considerada uma “ameaça existencial” por Tel Aviv.
As autoridades iranianas negam qualquer tipo de projeto militar nuclear. No dia 28 de fevereiro, a coalizão desencadeou um ataque conjunto ao Irã, resultando em um cenário de instabilidade no Oriente Médio. Dezenas de autoridades iranianas foram mortas, incluindo o líder supremo, Ali Khamenei, e grande parte das infraestruturas militares sob controle de Teerã foi alvejada. Em retaliação, o Irã disparou ataques contra pelo menos nove países aliados dos Estados Unidos na região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein e Kuwait.


